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Casas de ministros estão à venda

Por duas casas, governo quer R$ 13 milhões

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Lorenna Rodrigues,
O Estado de S.Paulo

08 Março 2016 | 07h37

O governo publicou ontem edital para a venda de 57 imóveis da União, todos no Distrito Federal, que somam R$ 152,4 milhões. A concorrência será feita pela Caixa Econômica Federal e incluirá 24 apartamentos funcionais, 31 terrenos e as duas casas que eram ocupadas pelos ministros da Fazenda e da Casa Civil. O governo quer vender por pelo menos R$ 13 milhões as duas casas oficiais. A mais cara é a casa oficial do ministro da Fazenda, que tem preço mínimo de R$ 7 milhões. Em localização privilegiada, às margens do Lago Paranoá, o imóvel já foi ocupado por ministros como Antônio Palocci e Guido Mantega. Fica em um terreno de 2016 m² e tem 795 m² de área total.

O edital chama a atenção para o fato de o imóvel ter 374 m² a regularizar, mesmo sendo de propriedade da União. Na península dos ministros, onde fica a casa, é comum moradores invadam área pública para a construção de piscinas e decks.

Desde a entrada do ex-ministro Joaquim Levy na pasta, no início do ano passado, a casa não era ocupada. Na época, assessores próximos a Levy disseram que faltava manutenção à casa e que era necessária uma reforma que custaria no mínimo R$ 1 milhão. Levy passou o tempo no governo morando em um apart-hotel em Brasília. O atual ministro, Nelson Barbosa, que tem família em Brasília, preferiu continuar no apartamento em que já morava.

O imóvel que era destinado ao ministro da Casa Civil tem preço mínimo de R$ 6 milhões e já foi casa da própria presidente Dilma Rousseff quando ela ocupava o ministério. Na época, Dilma era vista com frequência caminhando na península dos ministros com um cachorro que havia ganhado do ex-ministro José Dirceu, que também foi morador do imóvel.

A casa está em um terreno de 1.800 m², tem área total de 793 m², três quartos, piscina, lavanderia e adega. Também possui 132m² de área não regularizada.

Em janeiro, o governo anunciou que venderia 239 imóveis em 21 estados. De acordo com o Ministério do Planejamento, outros editais ofertando os imóveis restantes serão divulgados até o fim de abril. O edital publicado ontem traz prazos e regras para a apresentação e propostas e o preço mínimo para a venda dos imóveis. A proposta de compra de imóvel deve ser entregue até 6 de maio.

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