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Centrais mudam o tom e já falam em 'mobilização' em vez de 'greve geral'

Manifestação convocada para a próxima sexta-feira, 30, até agora só tem adesão confirmada por metroviários, que dizem que vão cruzar os braços ao longo de todo o dia

Ana Carolina Neira, Jéssica Alves e Ricardo Rossetto, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2017 | 20h03

Já esperando por uma mobilização menor do que a registrada na última greve geral, que aconteceu no final de abril, os sindicatos de categorias e as centrais sindicais baixaram o tom e, agora, chamam a manifestação convocada para a próxima sexta-feira, 30, como "dia de mobilizações e de paralisações".

Com o intuito de protestar principalmente contra os projetos de reforma trabalhista e da Previdência, a manifestação foi convocada logo após a greve geral de 28 de abril e contou com forte adesão de setores chaves, como o de transportes públicos e educação, nas principais cidades do País.  

Dessa vez, apenas os metroviários já anunciaram que vão aderir à greve. Segundo comunicado publicado na página de internet do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo, a paralisação da categoria será durante todo o expediente, das 4h40 de sexta-feira à 0h de sábado.

Os motoristas de ônibus e os ferroviários, da CPTM, ainda não têm um posicionamento.

De acordo com o presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP), Celso Napolitano, a entidade orienta que os docentes participem do movimento. "Aqueles que tiverem condições, devem participar das manifestações na Avenida Paulista. Já os professores que ainda precisam dar aula são orientados a entrar em greve", conta.

Na União Geral dos Trabalhadores (UGT), o presidente Ricardo Patah confirma manifestações pelo Brasil, mas a mobilização não está sendo tratada como uma greve geral, como foi no dia 28 de abril.

Os sindicato dos bancários e o dos metalúrgicos do ABC ainda aguardam assembleia, até a próxima quarta-feira, 28, para anunciar sua adesão ou não.

Motoristas de ônibus da capital paulista não devem parar. Segundo um funcionário do sindicato, "não há discussões internas nesse sentido, nem assembleias previstas".

Acordo. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que a central aderiu à paralisação de sexta-feira. Sem chamá-la de "greve geral", segundo ele por um acordo entre os dirigentes, Juruna disse que todas as categorias representadas pela central foram convocadas para as manifestações em diversas capitais do País.

A lista com todas as categorias que irão aderir ao movimento deverá ser divulgada na quarta-feira, 28. Por enquanto, estão confirmados os metalúrgicos e profissionais da áreas têxtil e vestuário.

A CUT, e seus sindicatos integrantes, também confirma que participará da paralisação, mas não diz em que nível.

Abril. A última greve geral, que aconteceu no dia 28 de abril, afetou a rotina de cidades em todos os Estados. Com a adesão dos trabalhadores do setor de transportes, as ruas, principalmente das grandes cidades, ficaram vazias. Em São Paulo, os índices de congestionamento ficaram bem abaixo da média.

As avaliações sobre o movimento foram divergentes. O governo fez questão de afirmar, desde o início do dia, que a greve tinha adesão menor do que a esperada. As centrais sindicais, porém, asseguram que aquela foi a maior greve já registrada no País.

 

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