Centrais sindicais se unem para tentar salvar a Varig

A tentativa de salvar a Varig vai unir nesta terça-feira as três maiores centrais sindicais do País, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT). Elas realizarão manifestações conjuntas em Brasília, Rio, São Paulo e Porto Alegre, para chamar atenção para um problema da empresa. Está prevista para hoje, ainda, audiência com o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, à tarde, na capital federal. Nota divulgada segunda-feira pelas centrais defendia que "a Varig deve ser preservada e que se supere a atual crise através de uma negociação responsável e efetiva". Prega, ainda, que a empresa deve manter suas operações "em nome de milhares de empregos e de um mercado aéreo plural e competitivo". A presidente do Sindicato Nacional de Aeroviários, Selma Balbino, informou que, às 14 horas de segunda-feira, trabalhadores e empresas foram chamados para encontro no ministério. Embora o plano emergencial que prevê 2,9 mil demissões não tenha sido deflagrado, segundo a empresa, dispensas já vêm ocorrendo nos últimos meses, parte delas em planos incentivados. Apenas na categoria dos aeroviários, foram demitidos 550 trabalhadores da Varig nas bases regionais abrangidas pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários. Um jato MD-11 chegou a ser alugado, por US$ 23 mil, para transportar os trabalhadores para Brasília. Segundo o coordenador da TGV, Márcio Marsillac, o aluguel saiu "a preço de custo" e as entidades e os trabalhadores se reuniram para levantar recursos. Os representantes dos trabalhadores esperam para hoje uma definição do governo sobre o caso Varig. BNDES A Varig informou segunda-feira que não encaminhou proposta ao BNDES. A possibilidade foi levantada na semana passada pelo presidente da empresa, Marcelo Bottini. No BNDES, a informação era de que não foi feito contato algum. Uma fonte que acompanha o cotidiano da empresa informou, entretanto, que na semana passada consultores da Alvarez&Marsal, contratada para a reestruturação da empresa, já tinham estado no banco, apresentando a situação da empresa e o andamento da negociações com credores. Não houve proposta. A expectativa é de que a Varig venha a pedir financiamento para o fluxo de caixa ou a eventuais investidores. A empresa informou que cancelou ontem um vôo da Ponte Aérea Rio São Paulo, que partiria às 8h15 do Aeroporto de Congonhas. Segundo a empresa, uma "pane" na aeronave provocou o cancelamento. A empresa informou que realiza 19 decolagens em cada aeroporto na rota.

Agencia Estado,

11 Abril 2006 | 02h50

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.