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Chuvas reduzem risco de desabastecimento de energia

ANNE WARTH - Agência Estado

11 Junho 2014 | 20h 21

As intensas chuvas na Região Sul contribuíram para reduzir o risco de desabastecimento de energia elétrica em todo o País. A chance de déficit nas regiões Sudeste e Centro-Oeste caiu de 3,7% em maio para 2,5% em junho, e no Nordeste, permaneceu em zero. O porcentual é calculado com base numa série história de informações climáticas dos últimos 81 anos.

"Houve melhoria nas condições de suprimento de energia do sistema elétrico nacional", informou a nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia.

Considerando a série sintética, com dois mil cenários derivados dos dados históricos, o risco nas regiões Sudeste e Centro-Oeste caiu de 6,7% para 4,8%. No Nordeste, diminuiu de 1,9% para 1,3%. Segundo o governo, os dados "confirmam a garantia de suprimento no ano de 2014".

Para o período entre 2015 e 2018, a chance de faltar energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste permaneceu em 4% e, no Nordeste, continuou em 0,4%. Os números estão dentro do planejamento e abaixo do nível de tolerância de 5%, definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Equilíbrio

Segundo o documento, o sistema elétrico tem equilíbrio estrutural e uma sobra de energia de 5.500 MW médios para atender a carga prevista. A principal razão da melhora foi o aumento das chuvas e, consequentemente, das afluências - quantidade de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas.

Em maio, as afluências atingiram 76% da média histórica no Sudeste/Centro-Oeste, 41% no Nordeste e 101% no Norte, mas superaram a média no Sul, com 135% dos níveis esperados.

De acordo com a nota, as chuvas no Sul levaram os reservatórios das bacias dos rios Uruguai, Iguaçu e Jacuí, além da usina de Itaipu, "praticamente a seus armazenamentos máximos".

A avaliação do governo sobre as condições de abastecimento de energia foi mais técnica e menos política. Diferentemente da nota divulgada no mês passado, o CMSE não comparou os dados atuais aos verificados em 2001, ano do racionamento.

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