CNA diz não acreditar em prejuízo financeiro à exportação

Apesar de 49 países terem restringido de forma parcial ou total as compras de carne do Brasil, o presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, reafirmou hoje que não acredita em prejuízo no faturamento das exportações. "Não acredito, sinceramente, que teremos prejuízo. Eu não acredito", afirmou ele, após se reunir com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. O presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte e do Grupo Intermamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), Sebastião Guedes, também participou do encontro. Para Nogueira, "não haverá prejuízo em dólares, mas sim prejuízo moral para o País". Ele refere-se à credibilidade da carne brasileira no exterior depois de confirmados 21 focos de febre aftosa no extremo sul do Mato Grosso do Sul. Ele voltou a argumentar que os frigoríficos têm plantas em vários estados e por isso os embargos não significam prejuízo financeiro. "Não vejo, de forma alguma, prejuízo tão grande para o Brasil. Eu quero ver para crer", completou. Apesar da aparente tranqüilidade, o Giefa e a CNA vão propor um plano de ação para "mudar a imagem da carne brasileira no exterior". Nogueira argumentou que é preciso ter um plano de ação para responde aos "ataques" dos países que restringiram as compras do Brasil. "Temos obrigação de dar uma resposta. A informação precisa sair adequadamente", disse Nogueira.

Agencia Estado,

03 Novembro 2005 | 15h15

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