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Com juro de 293% ao ano, cheque especial registra em fevereiro a maior taxa desde 1994

A modalidade mais cara, porém, segue sendo o juro rotativo do cartão de crédito, que cobra 447,5% ao ano do consumidor, segundo dados do Banco Central

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CÉLIA FROUFE E BERNARDO CARAM,
O Estado de S.Paulo

29 Março 2016 | 11h20

BRASÍLIA - Ter dívidas ficou mais caro em fevereiro. A taxa de juros cobrada no cheque especial avançou para 293,3% ao ano em fevereiro, o mesmo patamar de juros cobrados em julho de 1994. A taxa média de juros no crédito livre subiu para 50,6% ao ano no período. Para a pessoa física, a taxa média passou para 68% ao ano e para pessoa jurídica, para 31,9% ao ano. 

Apesar de caro, o cheque especial não ficou na liderança de taxas de juros. Segundo dados do Banco Central, o juro do rotativo do cartão de crédito é o mais elevado, tendo atingido a marca de 447,5% ao ano em fevereiro ante 439,5% de janeiro, uma alta de 8 pontos porcentuais na margem. Manteve-se, portanto, como a mais alta da série histórica iniciada em março de 2011. Parcelar a dívida do cartão também não é boa opção. No caso do parcelado, o juro subiu para 145,6% ao ano em fevereiro. 

Para veículos, os juros subiram para 27,6% ao ano em fevereiro. A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas, acelerou de 31,4% ao ano em janeiro para 31,8% ao ano em fevereiro. 

Famílias. O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro passou de 45,2% em novembro para 44,3% em dezembro e para 44,6% em janeiro. A instituição começou a fazer o levantamento em janeiro de 2005 e o retrato sobre o nível de dívidas brasileiras passou a ser incorporada na nota de crédito pelo BC em agosto de 2015. Os dados de dezembro do ano passado e de janeiro deste ano foram divulgados apenas hoje.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses e incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento apresentou uma baixa em dezembro, ficando em 25,6% da renda anual. Em novembro, estava em 26,3%. Em janeiro, no entanto, apresentou uma eleve elevação para 25,8%.

Ainda segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) caiu um pouco de novembro (21,8%) para dezembro (20,9%). Em janeiro, ficou em 21,8%. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda passou de 19,3% em novembro para 18,5% em dezembro e 19,4% em janeiro. 

Calote. Já a taxa de inadimplência no crédito livre ficou estável em 5,5% em fevereiro. Em fevereiro de 2015, a taxa havia encerrado em 4,4%. Para a pessoa física, a taxa de inadimplência também ficou estável em 6,2% na comparação mensal. 

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