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Com mais força, prévia do PIB sobe 0,12% em abril, informa BC

Renata Veríssimo - Agência estado

13 Junho 2014 | 08h 41

Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, acumula alta de 2,17% nos 12 meses encerrados em abril

BRASÍLIA - Considerado uma prévia do PIB, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,12% em abril em relação a março, após registrar alta de 0,04% entre fevereiro e março, na série com ajuste sazonal. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 13, pelo BC.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses e tem grande influência sobre as estimativas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB), divulgado a cada três meses pelo IBGE.

A alta do IBC-Br ficou abaixo da mediana das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções. As previsões iam de recuo de 0,40% a crescimento de 0,60%, com a retirada dos efeitos sazonais. Neste intervalo, que contou com 40 expectativas coletadas, a mediana encontrada ficou positiva em 0,16%. Ainda em base mensal, o IBC-Br sem ajuste registrou alta de 0,66%.

Na comparação entres os meses de abril de 2014 e 2013, houve queda de 2,29% do IBC-Br. Na série sem ajuste sazonal, o quarto mês deste ano terminou com IBC-Br em 151,09 pontos. O resultado do indicador de abril de 2014 frente a igual mês de 2013 foi pior que a mediana das expectativas, que era de queda de 1,80%, sem ajuste sazonal. As estimativas de 35 casas iam de retração de 3,10% a incremento de 0,20%.

Nos 12 meses encerrados em abril de 2014, o crescimento do IBC-Br é de 2,17%, na série sem ajuste. Já no acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, o indicador tem alta de 0,78%, ante igual período de 2013, sem ajuste.

Trimestre. O IBC-Br registrou alta de 0,28% de fevereiro a abril de 2014 frente a média dos três meses anteriores (de novembro de 2013 a janeiro de 2014), na série com ajuste sazonal.

Já na comparação entre o primeiro quadrimestre de 2013 e igual período de 2014, o indicador teve alta de 0,80%, no dado com ajuste, passando de 146,01 pontos, na média mensal, para 147,17 pontos. Na série observada, a alta foi de 0,78%, ao passar, na média mensal, de 144,27 pontos no primeiro quadrimestre do ano passado para 145,4 pontos nos primeiros quatro meses de 2014.

Revisão. O indicador de março ante fevereiro foi revisado para uma alta de 0,04%, depois de queda de 0,11%, na divulgação anterior. O dado em fevereiro ante janeiro foi revisado para baixa de 0,07%, ante alta de 0,02%, com ajuste na divulgação anterior.

Para janeiro de 2014, o indicador passou para alta de 1,11%, ante avanço de 1,47% no IBC-Br anterior. Para dezembro, o índice foi revisado para -1,34%, ante queda 2,27%. As revisões se estenderam ainda por outros meses do ano passado. Também foi revisto o resultado da média móvel trimestral encerrada em março na comparação com os três meses imediatamente anteriores (outubro a dezembro de 2013). Primeiro, o BC calculou uma alta de 0,30%, que agora foi revista para uma alta de apenas 0,03%.

A diferença entre os dados de PIB medidos pelo BC e pelo IBGE se dá na forma como são calculados os dois índices. O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia: agropecuária, indústria e serviços. A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores da economia, acrescida dos impostos sobre produtos. Já o PIB do IBGE é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.