Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Com toda certeza, vamos terminar as reformas neste governo, quem sabe este ano', diz Temer

Temer destacou que a proposta de reforma na Previdência não fará com que as pessoas não consigam se aposentar, lembrando que o projeto prevê uma regra de transição ao longo de 20 anos

Eduardo Rodrigues e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2017 | 19h00

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer reafirmou nesta segunda-feira, 13, que o governo quer aprovar ainda este ano a reforma da Previdência e voltou a destacar que a proposta acabará com privilégios de servidores públicos.

"Vamos completar essa fase reformista que adotamos no País durante esse governo, quem sabe ainda neste ano. Quem sabe, não, com toda certeza. Aqui a gente diz uma coisa e depois dizem que há dúvida. Não há dúvida. Nós vamos fazer a reforma previdenciária que é importante para o País e vamos desmistificar e desmentir certas coisas que disseram no começo", afirmou o presidente, em cerimônia de entrega simbólica dos primeiros Cartões Reforma, para que famílias de baixa renda possam fazer melhorias em suas casas.

O presidente voltou a defender que a reforma da Previdência acabará com privilégios na hora de aposentar. "Não faz sentido os trabalhadores da iniciativa privada levarem um tempo mais longo para se aposentar e se aposentem com valor pequeno, enquanto servidores públicos se aposentam mais cedo e com valores estratosféricos. Estamos tendo coragem para fazer isso", acrescentou.

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Temer destacou que a proposta de reforma na Previdência não fará com que as pessoas não consigam se aposentar, lembrando que o projeto prevê uma regra de transição ao longo de 20 anos. "Ou seja, é uma reforma racional porque leva em conta os direitos daqueles que já estão em atividade", alegou.

Ele ainda aproveitou a entrega dos Cartões Reforma para comparar a tramitação da reforma previdenciária - e outras como o teto de gastos e a Reforma Trabalhista - com a reforma de uma casa. Ele ainda ressaltou o apoio do Congresso Nacional na aprovação das reformas.

"Toda vez que se vai fazer uma reforma, a casa fica feia, mas quando a reforma termina, a casa está um brinco, bonita. As pessoas reclamam que tem poeira, o vizinho reclama do barulho, toda reforma é assim. A casa vai ficar barulhenta e com reclamações, mas quando estiver pronta todo mundo vai aplaudir", completou. "Vamos trabalhar sem descanso para melhorar vida dos brasileiros."

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Temer disse que o Cartão Reforma é um dos pilares da sua política habitacional. O programa concede até R$ 9.646,07 para reformar, ampliar e até mesmo concluir moradias de famílias com renda mensal de até R$ 2.811,00.

O Ministério das Cidades trabalha com a expectativa de atingir 182 mil famílias até 2018 e o orçamento é de R$ 1 bilhão, a fundo perdido, ou seja, o beneficiário não precisará pagar nada.

"Fico realmente entusiasmado com o Cartão Reforma, que queremos levar adiante neste ano e no próximo", concluiu o presidente. 

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