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Comércio eletrônico fatura R$ 21 bi no 1º semestre

Segundo dados da Ebit, valor das vendas do setor cresce 7,5% em comparação a igual período de 2016

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2017 | 14h04

As vendas do comércio eletrônico somaram R$ 21 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 7,5% na comparação com o mesmo período em 2016. Os dados são do relatório WebShoppers, da Ebit.

O número de pedidos nas lojas online cresceu 3,9% na comparação anual, chegando a 50,3 milhões entre janeiro e junho deste ano. Já o tíquete médio das compras aumentou 3,5%, para R$ 418.

Mesmo com os dados positivos, a expectativa da Ebit é de um crescimento mais acelerado na segunda metade do ano. A projeção considera que, entre julho e dezembro, as vendas deverão aumentar entre 12% e 15% na comparação com os mesmos meses de 2016. 

Com isso, o mercado de comércio eletrônico deve fechar 2017 com um faturamento acumulado 10% maior que o do ano passado.

Frete. Os dados do WebShoppers mostram que as líderes do comércio eletrônico brasileiro reduziram a oferta de frete grátis ao menor nível da série histórica, iniciada em 2001. 

Segundo o levantamento, as dez maiores empresas de e-commerce ofereceram frete grátis em apenas 18% das compras no segundo trimestre de 2017. Esse porcentual já foi de 43% em 2015.

O comportamento das líderes do setor, que representam cerca de 60% do total das vendas, segundo a Ebit, tem sido motivado por uma busca por rentabilidade.

"Essa oferta de frete grátis havia se reduzido no passado, mas voltou a subir em meio a uma insatisfação do consumidor. Agora, tem caído mais lentamente num esforço por trazer menos impacto ao consumidor", comenta André Dias, diretor de operações da Ebit.

O movimento das grandes do setor, no entanto, não tem sido acompanhado por competidores de menor porte. Segundo a Ebit, quando se considera a média de todo o segmento de comércio eletrônico, há oferta de frete grátis em 38% das compras.

"O frete representa um grande custo para as empresas, portanto a oferta de frete grátis é algo ilusório, costuma ser um investimento das empresas para atrair clientes e depois tentar rentabilizar a operação", comenta Pedro Guasti, presidente da Ebit. 

"A tendência é que os pequenos competidores terminem por acompanhar os grandes", acrescenta Dias.

Além da menor oferta de frete grátis, outro movimento visto como uma forma de melhorar os resultados financeiros das empresas é a redução das vendas parceladas.

As lojas intensificaram vendas à vista. No primeiro semestre de 2017, pagamentos à vista representaram 48,2% do total, acima dos 42% registrados no mesmo período de 2016.

"A crise ajudou empresas a criarem estratégias para melhorar o capital de giro", conclui o presidente da Ebit.

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