André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Continuidade de reformas é importante para equilíbrio da economia, diz Ilan

Segundo Ilan Goldfajn, presidente do BC, a economia brasileira vive um período de desinflação e recuperação, fruto da reorientação de política econômica ocorrida no ano passado e da determinação da política monetária

Fabrício de Castro, Broadcast

02 Outubro 2017 | 12h33

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta segunda-feira, 2, durante evento da Universidade de São Paulo, na capital paulista, que a "continuidade dos ajustes e reformas é importante para o equilíbrio da economia, com consequências favoráveis para a desinflação, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia brasileira".

Segundo Goldfajn, o cenário internacional encontra-se benigno, "mas não podemos contar com sua perpetuação". "A economia brasileira vive um período de desinflação e recuperação econômica, fruto da reorientação de política econômica ocorrida no ano passado e da determinação da política monetária", pontuou o presidente do BC, durante o evento.

Ele também voltou a abordar a agenda de Agenda BC+, de reformas estruturais da instituição. Entre os pontos abordados por Goldfajn estão a medida provisória 775, que trata de garantias em operações de crédito, e a MP 777, que criou a Taxa de Longo Prazo (TLP). Ambas já foram aprovadas no Congresso. Goldfajn citou ainda a MP 784, em tramitação no Senado, que atualiza o marco punitivo das instituições financeiras.

"Também faz parte da agenda do governo [e do BC+] revitalizar o cadastro positivo por meio de novo arcabouço legal com o objetivo de fomentar o uso desse mecanismo, criando condições para maior concessão de crédito de qualidade aos consumidores", afirmou. "As alterações propostas incluem: participação automática no cadastro, com a possibilidade de se solicitar a exclusão; fim da responsabilidade solidária, fazendo com que somente a instituição que solicitar a inclusão seja responsável pela qualidade do dado inserido; e a inclusão de informações relativas à adimplência de serviços públicos (água, luz, telefone etc.)."

::: LEIA MAIS :::

+ Juro do rotativo do cartão de crédito cai 1,6 ponto em agosto

+ Tesouro Direto: por que será que os resgates superaram as aplicações em agosto?

+ IR pode penalizar a diversificação de investimentos

Taxa de juros.   Goldfajn também afirmou hoje, durante evento da USP, que é preciso continuar os esforços para reduzir a taxa de juros estrutural, "a fim de garantir que a tendência de queda das taxas de juros reais seja sustentável".

"Assim, cabe ressaltar que o processo de reformas, como as recentes aprovações de medidas na área creditícia e de ajustes necessários na economia brasileira, contribui para a queda da sua taxa de juros estrutural", afirmou.

Goldfajn lembrou ainda que o patamar atual de taxa de juros real, próximo a 3,0%, é baixo do ponto de vista histórico brasileiro e tende a estimular a economia. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.