André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Copom define hoje nova taxa básica de juros

Economistas apostam que a Selic cairá para 7% nesta semana - abaixo do piso histórico de 7,25%

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 09h29

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) volta a se reunir hoje, 6, com a expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic. A primeira parte da reunião, a última de 2017, foi realizada ontem, 5, e nesta quarta-feira, por volta das 18h20, será divulgada a decisão da diretoria do BC. A taxa básica de juros poderá chegar ao menor nível da história. 

Diante da economia que ainda luta para se reerguer e sem pressão relevante à frente, economistas apostam que a Selic cairá para 7% nesta semana - abaixo do piso histórico de 7,25%. Em fevereiro, é esperada nova redução. A festa, porém, pode ser curta e o mercado prevê a subida da taxa já no fim de 2018.

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Se a expectativa se confirmar, será o décimo corte seguido na taxa básica. Em outubro, o Copom reduziu, por unanimidade, a Selic em 0,75 ponto porcentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. Com essa redução, a taxa se igualou ao nível de maio de 2013.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, o menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

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A expectativa do mercado financeiro é de que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 3,03%, quase no piso da meta (3%). Essa meta tem como centro 4,5%. Para 2018, a previsão é de que a inflação fique um pouco maior, mas ainda abaixo do centro da meta, em 4,02%.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

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Ciclo de cortes. Nas últimas semanas, o BC deixou claro que se aproxima o fim do atual ciclo de afrouxamento do juro iniciado em outubro do ano passado. Após cortar a Selic praticamente pela metade com redução de 6,75 pontos porcentuais em 14 meses, a instituição indica que o movimento será amenizado e a aposta entre economistas indica corte de 0,50 ponto nesta semana. Depois, a redução final de 0,25 ponto ocorreria em fevereiro de 2018. A partir daí, a taxa seguiria estável em 6,75%.

A pausa do BC é justificada pela perspectiva de gradual elevação dos preços no médio prazo. Com inflação acumulada de apenas 2,7% em 12 meses, a maioria dos analistas prevê que os índices entrarão em trajetória de gradual elevação nos próximos meses, mas em patamar considerado confortável para o cumprimento da meta de 4,5% no próximo ano. A análise positiva leva em conta aspectos como a elevada ociosidade da economia e o desemprego ainda elevado.

Mas o mercado indica que a estabilidade terminaria alguns meses à frente depois das eleições presidenciais. Economistas consultados pela pesquisa Focus preveem alta do juro na última reunião de 2018, em dezembro. Nessa reunião, a Selic subiria 0,25 ponto, para 7%./COM INFORMAÇÕES AGÊNCIA BRASIL

 

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