‘Corta tudo que a lei permite’, diz Raul Velloso

“Por mais maluco, incompreensível, chato ou indesejável, trata-se de controlar a evolução da dívida, seja de que forma for e no curto prazo. Na crise, na emergência, não importa se é via receita, via despesa, via investimento, vai lá e faz o que for necessário. O que não pode é não fazer nada - que foi o que Dilma fez quando anunciou o déficit orçamentário de R$ 30 bilhões para o ano que vem. É inaceitável. O governo deve pedir para o Congresso devolver a proposta do Orçamento e cortar no gasto não obrigatório. Corta passagem, aumento de salário, contratação, investimento. Corta tudo que a lei deixa. Estimam que o discricionário é de R$ 230 bilhões neste ano e de R$ 250 bilhões no ano que vem. Tira dali, da meta. Enfrenta o desgaste político, mas demonstra sacrifício. Fiz isso 500 vezes quando estive no governo e com o FMI (Fundo Monetário Internacional).”

O Estado de S. Paulo

12 Setembro 2015 | 22h00

Raul Velloso é consultor e especialista em contas públicas

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