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Cotação do dólar sobe com incertezas sobre a reforma da Previdência

Depois de superar a casa dos R$ 3,30 na parte da manhã desta quinta-feira, a moeda americana reduziu o ritmo de alta e oscilou ao redor dos R$ 3,29 até o encerramento da sessão

Natália Flach, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 19h42

Depois de superar a casa dos R$ 3,30 na parte da manhã desta quinta-feira, 7, o dólar reduziu o ritmo de alta e oscilou ao redor dos R$ 3,29 até o encerramento da sessão da Bolsa nesta quinta-feira.

O arrefecimento no período da tarde veio em linha com o número menor de declarações acerca da reforma da Previdência, tema que está há dias no radar dos investidores. Com a pauta em compasso de espera, o câmbio passou a seguir os passos de seus pares no exterior.

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"O dólar vinha numa tendência de desvalorização ante o real, o que o levou a um descolamento em relação a outras moedas ligadas a commodities e de países emergentes. Por isso, hoje (quinta-feira) à tarde houve um ajuste automático", explica José Raimundo Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, sobre a alta de 1,70%.

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Com essa valorização, o dólar ante o real passou a acumular ganho de 1,35% de terça a quinta-feira. No mesmo período, a divisa americana se valorizou 1,14% ante o dólar australiano, 1,37% ante o canadense e 1,67% ante o peso mexicano, de acordo com informações coletadas pela AE Dados até as 17h30.

O dólar à vista fechou em alta de 1,70%, a R$ 3,2888. Na máxima, atingiu R$ 3,3186 (+2,62%) e, na mínima, R$ 3,2480 (+0,44%). O giro foi de US$ 1,522 bilhão.

BTG. De olho no exterior, o BTG Pactual emitiu US$ 500 milhões em bônus de cinco anos a taxa de 5,625%, disseram fontes ao Estadão/Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. A demanda atingiu US$ 4 bilhões. Portanto, a operação do BTG se junta à do Itaú (US$ 1,250 bilhão) e do Minerva (US$ 500 milhões, segundo fontes), realizadas nos últimos dias.

Até novembro, o volume de captações feitas por empresas no mercado de capitais doméstico e externo atingiu R$ 242,2 bilhões, podendo voltar aos patamares de 2014 e 2012, de R$ 261,4 bilhões e R$ 258,7 bilhões, respectivamente, segundo o diretor da Anbima, José Eduardo Laloni, em conversa com jornalistas.

"Podemos alcançar algo em torno de R$ 260 bilhões, considerando as operações que estão vindo a mercado em dezembro", afirmou. O executivo estima que o primeiro semestre deve seguir movimentado em termos de emissões no mercado local e externo, dado um cenário de estabilidade das atuais condições, com especial foco na manutenção do juro em patamares baixos.

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