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Crescimento do setor bancário ficou em 0,3%

MARIANA DURÃO / RIO - O Estado de S.Paulo

02 Junho 2012 | 03h 08

Após seguidos trimestres de forte crescimento, a atividade bancária acusou o golpe da redução no ritmo da concessão de crédito, cortes nas taxas de juros e aumento da inadimplência no País. Os dados divulgados ontem pelo IBGE mostraram que a intermediação financeira cresceu apenas 0,3% ante o primeiro trimestre de 2011, a menor taxa em sete anos nessa comparação. Em relação ao último trimestre do ano passado houve queda, de 0,8%.

Foi o pior resultado desde o fim de 2008, período mais agudo da crise global. Para economistas, a situação não deve ser diferente no segundo trimestre. "Houve redução no ritmo do crédito no primeiro trimestre e aumento na inadimplência, o que levou os bancos a aumentarem as provisões para devedores duvidosos", disse a gerente da coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

A redução dos spreads (diferença entre o custo de captação e concessão de empréstimos) e taxas de administração de fundos de investimento em resposta às pressões do governo ainda não deverá ser compensada por um aumento nos empréstimos concedidos no segundo trimestre, avalia o ex-diretor do BC e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.

A CNC projeta que a concessão do crédito cresça 12% em 2012, bem abaixo dos 17% de 2011. As incertezas na economia global tendem a manter retraída a demanda das empresas por crédito. No caso do crédito à pessoa física, a redução de juros não significará a contratação imediata de novos empréstimos.

Apesar da contribuição negativa do setor bancário, o PIB dos serviços cresceu 1,6% sobre o período de janeiro a março de 2011 e 0,6% em relação ao trimestre anterior. Os destaques positivos foram os serviços de informação, os setores de administração, saúde e educação públicas e o comércio do atacado e varejo.

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