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Crise derruba preço de imóveis na Argentina

Agencia Estado

14 Junho 2002 | 17h 10

Os cartazes de ?vende-se? aumentam a cada dia sua presença na paisagem urbana da capital argentina. O motivo desta presença crescente é a crise econômica que assola o país, que aumentou aceleradamente nos últimos seis meses. Mas vender não está sendo fácil. Segundo dados do setor imobiliário, as vendas tiveram uma queda de 90% nas duas primeiras semanas de junho em comparação com novembro do ano passado. Alguns meses foram trágicos, como fevereiro, quando em Buenos Aires, a cidade mais rica do país, nenhum imóvel foi vendido. Diante da dificuldade de vender, o preço em dólares dos imóveis despencou em até 75%. Mesmo nos anos 80, antes da implantação da conversibilidade econômica, que estabeleceu a paridade um a um entre o peso e o dólar entre 1991 e janeiro deste ano, o preço dos imóveis já era cotado na moeda americana. A média da queda dos preços foi de 40%. Os proprietários dos imóveis e as imobiliárias preferem lidar com os preços em dólares, para contar com um valor de referência entre o início e o fim da negociação da operação de compra. No entanto, os imóveis que estavam com os preços em pesos também tiveram quedas significativas. É o caso de áreas menos nobres da área metropolitana de Buenos Aires, como o oeste da Grande Buenos Aires, onde o preço dos imóveis em pesos caiu 70%. Os cartazes de ?vende-se?, antes restritos aos bairros da classe média arruinada de Boedo, Caballito, Almagro e Congresso, agora alastram-se ostensivamente em bairros elegantes como Recoleta e Palermo Chico, onde antes eram uma raridade. Ali, os preços ao longo das refinadas avenidas Libertador e Figueroa Alcorta caíram menos do que no resto da cidade. No entanto, sofreram reduções de até 35% em seus preços. A esperança de várias imobiliárias é que chilenos e uruguaios aproveitem a queda dos preços para adquirir imóveis ? como investimentos a longo prazo, esperando uma reativação da economia local - nas avenidas mais elegantes da capital argentina. A Câmara Argentina do Livro anunciou que a recessão causou o fechamento de 200 livrarias em todo o país. Desta forma, desde meados do ano 2000, 20% do total das livrarias argentinas tiveram que fechar suas portas. Os argentinos estão entre os principais leitores da América Latina. No entanto, sem dinheiro no bolso, nos últimos cinco meses compraram até 50% menos de livros. Para contornar a crise e atrair mais clientes, diversas livrarias estão abrindo bares dentro dos estabelecimentos e permitem que os potenciais compradores folheiem os livros enquanto saboreiam um café. Leia o especial

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