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Crise industrial é pior nos setores mais avançados

A crise da indústria brasileira é disseminada, pois atinge 12 de 15 localidades pesquisadas, e mais aguda naquelas em que a produção está concentrada em bens duráveis e bens de capitais. Este é o resumo da mais recente Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra a distribuição dos efeitos da crise pelo País e, contendo dados apurados até novembro, praticamente dá a dimensão dos problemas enfrentados pelo setor ao longo de 2015.

No resultado acumulado dos 11 primeiros meses do ano passado, apenas três localidades pesquisadas pelo IBGE apresentaram aumento: Espírito Santo (6,6%), Pará (5,9%) e Mato Grosso (3,6%). O caso do Espírito Santo é particularmente notável. Mesmo tendo tido sua produção industrial fortemente afetada em novembro pelo escoamento da lama da barragem da Samarco que rompeu no município de Mariana (MG), manteve bom desempenho no resultado acumulado do ano graças, sobretudo, ao crescimento das atividades da indústria extrativa e da metalurgia.

Também o Pará deve o crescimento da sua produção industrial em 2015 ao bom desempenho da indústria extrativa. Já em Mato Grosso o bom desempenho deve-se sobretudo à indústria de produtos alimentícios, que cresceu 5,0% no período janeiro-novembro do ano passado.

Regiões mais dependentes da indústria de bens duráveis ou de produtos metalúrgicos, ao contrário, apresentaram os piores resultados. A queda mais acentuada da produção industrial no acumulado dos 11 primeiros meses de 2015 foi no Amazonas, com redução de 15,8%, puxada pelos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, outros equipamentos de transportes e máquinas e equipamentos.

O mau desempenho da indústria gaúcha, que caiu 11,8%, deveu-se principalmente à queda da produção de veículos automotores e de máquinas e equipamentos.

São Paulo, o Estado que apresentou o terceiro pior resultado acumulado de janeiro a novembro de 2015, sintetiza a crise da indústria brasileira: nenhum setor registrou expansão no período. Na indústria paulista, as quedas mais acentuadas foram registradas pelos setores que utilizam tecnologias mais modernas, como automobilístico, de produtos eletrônicos e de informática e química e farmacêutica. A crise é mais grave nos segmentos que oferecem os melhores empregos.

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