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Economia

Companhia Siderúrgica Nacional

CSN e Usiminas discutem demissões com sindicatos

Siderúrgicas negociam medidas para atenuar o impacto das 7 mil demissões previstas para Volta Redonda e Cubatão

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Fernanda Guimarães, Mariana Durão,
O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2016 | 05h00

RIO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Usiminas estão se reunindo com os sindicatos dos metalúrgicos para discutir medidas para amenizar o impacto das milhares de demissões previstas nas cidades de Volta Redonda (RJ) e Cubatão (SP). A estimativa é que as duas empresas possam eliminar sete mil postos de trabalho.

A Usiminas marcou para a próxima semana a 9ª reunião com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista e região, para tratar da parada da Usina de Cubatão, ex-Cosipa. A suspensão das atividades provocará a demissão de quatro mil empregados, diretos e indiretos. A CSN fez duas reuniões com trabalhadores na semana passada, sem avanço nas negociações.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, deve entrar no circuito para tentar conter as demissões no Estado. Ele receberá na segunda-feira o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos. A expectativa é que Pezão ajude na interlocução com o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch. A ameaça de cortes de até 3 mil pessoas na usina de Volta Redonda se arrasta desde dezembro, quando veio a público que a CSN estudava paralisar seu alto-forno 2.

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que a paralisação em Cubatão está marcada para o dia 31 de janeiro. No momento, a Usiminas negocia o fornecimento de placas com a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). Depois dessa data, a usina fará apenas a laminação de aço.

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