AFP PHOTO/Nelson ALMEIDA
AFP PHOTO/Nelson ALMEIDA

Custo da desoneração da folha foi maior que o benefício esperado, diz Meirelles

Segundo o ministro da Fazenda, a iniciativa visava aumentar o emprego no País, mas o que se viu foi a destruição de vagas de trabalho

Idiana Tomazelli, Francisco Carlos de Assis e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 12h02

BRASÍLIA - O custo da política de desoneração da folha de pagamento de empresas foi maior para o setor público do que o benefício esperado, disse nesta terça-feira, 31, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “É por isso que temos um projeto no Congresso Nacional para reverter a desoneração”, disse durante evento no Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo Meirelles, a iniciativa visava aumentar o emprego no País, mas o que se viu na verdade foi a destruição de vagas de trabalho nos últimos anos. Ele destacou, porém, que este será o primeiro ano de retomada no emprego.

++Governo adia reajuste salarial e eleva alíquota previdenciária de servidores

O ministro afirmou ainda que o forte crescimento dos subsídios decorreu da expansão dos empréstimos do Tesouro para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas ele lembrou que o atual governo já mudou essas políticas. Em 2015, a dívida do banco de fomento com o Tesouro chegou a R$ 567,43 bilhões, ou 9,57% do PIB. “É número impressionante, para dizer o mínimo”, disse. “Quando observamos a evolução dos investimentos, o resultado não foi alcançado. Talvez até o contrário.”

Para o ministro da Fazenda, a economia brasileira passa por um forte processo de reversão da situação desfavorável em que se encontrava em maio do ano passado, mês em que se iniciou o atual governo de Michel Temer.

“A Selic atual é de 7,50% e é esperado pelo mercado que ela se mantenha em um dígito até 2020”, disse o ministro, lembrando que a taxa de Risco País, medida pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, de 25 de outubro, está em 173 pontos. Há um ano, disse Meirelles, o risco Pais estava em 328 pontos. “Estamos com trajetória de inflação baixa, juro baixo e retomada do crescimento."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.