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Dados da China mostram crescimento estabilizando, mas pode ser preciso mais estímulo

A economia da China mostrou alguns sinais de estabilização em maio uma vez que o governo apresentou mais medidas de estímulo para evitar uma desaceleração forte, mas sinais de mais deterioração no mercado imobiliário indicam que novo suporte de política pode ainda ser necessário.

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KEVIN YAO E XIAOYI SHAO,
REUTERS

13 Junho 2014 | 07h47

Uma vez que o setor imobiliário responde por mais de 15 por cento da produção da China, um declínio prolongado ou mais abrupto deve influenciar o tamanho da desaceleração da segunda maior economia do mundo, afetando a meta de crescimento de 7,5 por cento de Pequim para o ano.

Ainda assim, os líderes estão relutantes em apresentar uma forte ajuda como o estímulo de 4 trilhões de iuanes (640 bilhões de dólares) implementado durante a crise global de 2008/09, que deixou os governos locais com forte dívida. Em vez disso, têm adotado uma série de medidas mais modestas nos últimos meses.

A produção industrial avançou 8,8 por cento em maio ante o ano anterior, em linha com as expectativas do mercado e melhorando ligeiramente ante os 8,7 por cento de abril, de acordo com dados nesta sexta-feira.

Já as vendas no varejo, importante medida de consumo, cresceram 12,5 por cento, ritmo mais rápido desde dezembro e superando as expectativas do mercado. O investimento, entretanto, continuou a patinar.

O investimento em ativo fixo cresceu 17,2 por cento nos cinco primeiros meses de 2014 ante o ano anterior, ritmo mais fraco desde que o governo iniciou um novo método estatístico em 2011, embora ligeiramente acima das estimativas.

O investimento imobiliário, que afeta mais de 40 outros setores, subiu 14,7 por cento entre janeiro e maio, queda ante os 16,4 por cento nos quatro primeiros meses.

A construção recém-iniciada de propriedades caiu 18,6 por cento nos cinco primeiros meses ante o mesmo período do ano anterior, quarto período de declínio.

Analistas preveem que o pior ainda está por vir.

"A tendência de desaceleração do crescimento do investimento imobiliário deve continuar nos próximos meses já que mais e mais compradores de casas ficam à margem", disse Tang Jianwei, economista do Bank of Communications.

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