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Demanda por voos cai pelo 7º mês consecutivo no País

Retração, que foi de 3% em fevereiro no Brasil, superou o corte de oferta e provocou redução na ocupação das aeronaves

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Reuters

23 Março 2016 | 07h57

A demanda por voos no Brasil recuou 3% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, na sétima queda consecutiva do indicador. Já a oferta de assentos recuou 1% no período, informou ontem a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). 

Embora a demanda esteja caindo a taxas menores, isso ocorre porque ela já estava em um patamar mais baixo no ano passado, disse o consultor técnico da Abear, Maurício Emboaba. A demanda doméstica chegou a cair 7,9% em novembro de 2015, em relação ao mesmo período de 2014, regredindo aos níveis de 2013.

“É natural que a demanda caia a taxas progressivamente menores, mas ela está sempre caindo, o que é um agravamento do cenário”, afirmou.

No mês passado, a taxa de ocupação dos voos domésticos ficou em 78,43%, queda de 1,6 ponto porcentual na comparação com fevereiro de 2015.

Para Emboaba, a taxa de ocupação tem recuado, mas permanecido em um nível saudável, próximo de 80%, o que indica que as aéreas têm tido capacidade de ajustar, na medida do possível, a oferta ao novo cenário de demanda menor.

No mercado doméstico, a Gol foi líder de mercado em fevereiro, com 36,24% de participação, seguida por TAM (35,71%), Azul (16,71%) e Avianca (11,33%). 

Anac. Além de comentar o cenário do setor, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, mostrou ontem preocupação com a necessidade de aprovação rápida da indicação de diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pelo Congresso.

Os mandatos dos diretores Marcelo Guaranys e Claudio Passos Simão terminaram no fim da semana passado, deixando a diretoria da agência reguladora com apenas dois nomes, abaixo do quórum mínimo de três diretores.

A presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Senado a indicação de mais três nomes para a Anac, que ainda precisam ser sabatinados, há cerca de uma semana. As indicações são consideradas essenciais para evitar eventual falta de quórum na agência que possa atrasar novos leilões de aeroportos previstos para este ano.

“Estamos a 90 dias da Olimpíada e em um momento econômico delicado. Em nome da indústria, queria fazer um apelo: precisamos recompor rápido (a diretoria da Anac)”, afirmou Sanovicz.

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