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Demanda por voos nacionais cresce 5,9% após 19 meses de queda

A tarifa aérea média doméstica real entre janeiro e dezembro de 2016 foi de R$ 349,14, valor 1,8% menor que o verificado no mesmo intervalo de 2015

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Victor Aguiar ,
Broadcast

20 Abril 2017 | 12h14

SÃO PAULO - A aviação doméstica brasileira interrompeu a trajetória de queda e registrou em março um crescimento de 5,9% na demanda por voos na comparação com março de 2016, o primeiro avanço após 19 meses consecutivos de retração no indicador, informou hoje a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

A entidade, que apresenta a estatística com base no desempenho de suas associadas (Avianca, Azul, Gol e Latam), também informa que a oferta por voos domésticos aumentou 3,98% na mesma base de comparação, a primeira alta após 18 meses seguidos de retração.

Com a demanda crescendo num ritmo superior à oferta, a taxa de ocupação dos voos domésticos em março deste ano cresceu 1,44 ponto porcentual (p.p.) ante o mesmo mês de 2016, chegando a 79,07%.

Apesar dos resultados positivos, o consultor técnico da Abear, Maurício Emboaba, avalia que os números não devem ser interpretados como o início de um "boom" na aviação doméstica brasileira.

"Março de 2016 foi um mês especialmente ruim, a base de comparação era muito baixa", destacou. Em março do ano passado, a demanda por voos domésticos recuou 7,3% na comparação anual, enquanto a oferta diminuiu 7,6% na mesma base.

No total, as companhias aéreas transportaram juntas 7,468 milhões de passageiros no segmento doméstico no mês passado, número 5,72% maior que o verificado no mesmo mês de 2016.

Em termos de participação de mercado, a Gol se manteve na liderança no segmento doméstico no mês passado, com 35,22%, seguida pela Latam, com 33,16%. A Azul ficou em terceiro, com 18,84% de market share, enquanto a Avianca Brasil registrou participação de 12,78%.

Preços.  A tarifa aérea média doméstica real entre janeiro e dezembro de 2016 foi de R$ 349,14, valor 1,8% menor que o verificado no mesmo intervalo de 2015, informou hoje a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No primeiro semestre do ano passado, a tarifa aérea média foi de R$ 322,44 (alta de 0,2% na base anual), enquanto no segundo semestre foi verificada uma queda de 4,1% na mesma base de comparação, para R$ 372,37.

Os dados constam no 36º Relatório de Tarifas Aéreas Domésticas da entidade. O levantamento também mostra que o valor do yield tarifa aérea médio doméstico real em 2016, isto é, o valor pago pelo passageiro por quilômetro voado, foi de R$ 0,3084/Km, uma redução de 4,1% na comparação com 2015.

A Anac ainda informa que cerca de 53,5% dos assentos domésticos comercializados entre janeiro e dezembro do ano passado possuíam tarifas menores que R$ 300 - 7,7% foram comercializados abaixo de R$ 100.

 

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