Depois de 4 altas consecutivas, Bolsa fecha em leve queda

Interrompendo um movimento de alta, iniciado na quarta-feira da semana passada, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - fechou em queda de 0,06%, em 30.059 pontos. O volume financeiro foi de R$ 1,772 bilhão. O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,17% em relação aos últimos negócios de ontem, cotado em R$ 2,3000. No mercado de juros futuros, as taxas subiram um pouco. O contrato de juro negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com vencimento em janeiro de 2007, terminou o dia em 17,65%, contra 17,69% ontem. O mercado de ações no Brasil foi influenciado pelo comportamento das bolsas nos Estados Unidos, que reagiram à alta dos juros norte-americanos. Tanto a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - quanto o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fecharam em queda, de 0,65% e 0,72%, respectivamente. Apesar de ser uma decisão esperada, a alta dos juros provocou reação nos mercados. Isso porque o banco central dos Estados Unidos, em comunicado ao final da reunião que decidiu elevar a taxa de 3,50% para 3,75% ao ano, sinalizou que seguirá com novos aumentos nas taxas nas próximas reuniões. Essa sinalização foi uma surpresa para os investidores. Os juros norte-americanos estão em alta desde julho de 2004, quando foram elevados de 1% para 1,25% ao ano. De lá para cá, todos os meses o banco central norte-americano decidiu por aumentar os juros no país, acumulando uma alta de 2,75 pontos porcentuais. Juros mais altos nos Estados Unidos influenciam a economia de todos os países. No aspecto comercial, os norte-americanos compõem um dos maiores mercados consumidores do mundo. As taxas mais altas inibem o consumo e prejudicam as vendas dos países aos norte-americanos. Do lado financeiro, as taxas mais altas nos Estados unidos acabam atraindo recursos que seriam destinados aos mercados de outros países. Internamente, no cenário político, o depoimento do doleiro Toninho da Barcelona, que não repetiu hoje nas CPIs algumas acusações que fez anteriormente, foi monitorado, mas sem provocar movimentos relevantes no mercado, sendo citado apenas no câmbio como motivo de alguma preocupação. Petróleo em queda ajuda mercados A Opep deu hoje um sinal de que está a postos para suprir países consumidores com dificuldades para obterem petróleo. Após reunião em Viena, o cartel prometeu ofertar ao mercado toda a quantia capaz de produzir, sempre que houver demanda. A proposta deu flexibilidade para que os países respondam, ao longo dos próximos três meses, a pedidos adicionais de seus clientes compradores. A cota de produção oficial, no entanto, foi mantida em 28 milhões de barris por dia. Com isso, o barril do petróleo fechou em queda. Em Londres, o contrato do barril de petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em novembro caiu para US$ 64,20 no International Petroleum Exchange, US$ 1,41 menos que na sessão anterior.

Agencia Estado,

20 Setembro 2005 | 17h38

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