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Depois de polêmica na internet, marca de papel higiênico muda campanha

O uso da frase #BlackisBeautiful, símbolo do movimento negro de 60, associou a propaganda ao racismo

Jéssica Díez Corrêa, Especial para O Estado

24 Outubro 2017 | 19h06

Depois de ser acusada de racismo, a marca Personal, da Santher, publicou comunicado oficial informando a troca no slogan da campanha do primeiro papel higiênico preto a ser comercializado no Brasil. A frase #BlackisBeautiful (em tradução livre, preto é bonito), usada em propaganda divulgada nesta segunda-feira, também é símbolo do movimento negro criado por artistas e intelectuais dos Estados Unidos nos anos 1960, e a associação gerou críticas nas redes sociais.

Em retratação publicada no site da Santher, a empresa afirma que "jamais teve qualquer intenção de provocar uma discussão de cunho racial". A companhia ressaltou que a ideia da campanha era apenas enfatizar a beleza e o estilo sofisticado e luxuoso que a cor preta representa. Na nota, a Santher se desculpou aos que se ofenderam com o slogan. "Desta forma, a Companhia vem a público informar que o slogan já foi retirado da campanha, além de apresentar suas desculpas por eventual associação equivocada da frase adotada ao movimento negro, que tanto respeitamos e admiramos".

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Nas redes sociais, diversas pessoas se mostraram contrárias à propaganda. “#BlackisBeautiful é sobre autoestima e afirmação da beleza negra. Aí você associa a um papel higiênico. Sério?”, comentou a usuária Marielle Franco no Twitter. O perfil de Márcia Magalhães completou. “É inacreditável que os caras usem #BlackIsBeautiful em uma campanha de papel higiênico preto. Estudaram para isso ainda!”.

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