Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Depois de quatro anos no vermelho, Correios têm lucro de R$ 667 milhões em 2017

Segundo o ministro Gilberto Kassab, com o resultado positivo, ideia de privatizar a estatal saiu da pauta

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2018 | 12h13

BRASÍLIA - O balanço dos Correios indica lucro de R$ 667 milhões no ano passado, cifra ligeiramente diferente da mencionada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, em audiência na Câmara dos Deputados. "No ano de 2017, a empresa fechou no positivo em R$ 679 milhões", disse Kassab mais cedo na audiência.

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Segundo a estatal, esse é o primeiro lucro desde 2013, quando a companhia começou a registrar prejuízos seguidos até 2016. A estatal cita que os números do ano passado mostram "a superação, por parte da empresa, da grave crise atravessada nos últimos anos".

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Os Correios informam que o balanço já foi aprovado pelo Conselho Fiscal da empresa e será avaliado pelo Conselho de Administração na quinta-feira, 10 de maio.

Para a estatal, a volta da companhia ao lucro é resultado do processo de ajuste iniciado em 2016 na presidência de Guilherme Campos. Esse trabalho de ajuste continua com a atual presidência de Carlos Fortner. "A empresa se mantém focada em consolidar as iniciativas de recuperar o equilíbrio financeiro, otimizar a gestão e controlar despesas", citam os Correios em nota.

Privatização. A ideia de privatizar os Correios saiu da pauta, segundo Kassab. “Esse balanço e o apoio dessa casa nos permitiram tirar da pauta essa questão. Não se fala mais nisso”, disse o ministro.

Kassab argumentou que a venda da estatal deixou de ser debatida porque o lucro de mais de R$ 600 milhões em 2017 mostram que a empresa “é viável e pode ser até ser lucrativa”. O ministro fez uma breve memória do debate sobre o futuro dos Correios e lembrou que a proposta de privatização era legítima diante de prejuízos que chegaram a superar R$ 2,5 bilhões.

“Se tivéssemos entregando um balanço negativo, não há candidato a presidente que não assumiria o compromisso de privatizar ou pelo menos estudar a privatização”, disse o ministro do PSD, ao lembrar que o próximo governo “vai encontrar uma empresa melhor, mais saudável e poderá efetivamente dar sequência ao trabalho de melhora" da companhia.

Kassab disse que a volta ao lucro não encerra o esforço de gestão nos Correios. Agora, afirmou, o esforço passa a ser a melhorar a eficiência da empresa. “Precisamos melhorar a eficiência e estamos no caminho”, disse.

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