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Desemprego fica em 7,1% no 1º trimestre, aponta Pnad Contínua

Daniela Amorim - Agência Estado

03 Junho 2014 | 09h 09

Segundo o IBGE, o resultado é menor do que o verificado no primeiro trimestre de 2013, de 8%, mas maior se comparado ao 4º trimestre do ano passado, quando a taxa foi de 6,2%

RIO - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 7,1% no primeiro trimestre de 2014, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é menor do que o verificado em igual trimestre de 2013, quando a taxa de desemprego foi de 8%. No quarto trimestre de 2013, entretanto, a taxa tinha sido de 6,2%.
O IBGE vive uma crise com seus servidores. Em Abril, foi anunciado que a Pnad Contínua seria suspensa até 2015, o que causou revolta entre os funcionários. Mesmo com a volta da pesquisa, os servidores, mantiveram a ameaça de greve, o que acabou se concretizando no fim de maio. Segundo o sindicato do setor, a adesão chegou a 70% dos servidores.
A população desocupada no total do Brasil somou 7 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2014, montante maior que o verificado no trimestre imediatamente anterior, quando totalizava 6,1 milhões de indivíduos. No primeiro trimestre de 2013, a população desocupada havia somado 7,8 milhões de pessoas.

Suspensão da Pnad Contínua em abril deflagrou crise do IBGE com servidores
Suspensão da Pnad Contínua em abril deflagrou crise do IBGE com servidores

Os dados sobre a população ocupada mostram que 91,2 milhões de pessoas tinham alguma ocupação no primeiro trimestre de 2014, contra os 91,8 milhões verificados no trimestre imediatamente anterior.  No primeiro trimestre de 2013, a população ocupada somava 89,4 milhões de pessoas.
Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa substituirá a partir de 2015 a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano. 
Carteira assinada. Cerca de 77,7% dos empregados do setor privado no País tinham carteira de trabalho assinada no 1º trimestre de 2014. O montante representa um avanço de 1,6 ponto porcentual em relação ao 1º trimestre de 2013, quando os postos formais representavam 76,1% dos trabalhadores. 
As Regiões Norte (64,6%) e Nordeste (62,8%) mostraram os menores porcentuais de empregados formais no setor privado no primeiro trimestre do ano. No Sudeste, a formalização alcançou 83,1% dos funcionários; no Sul, 85%; e no Centro-Oeste, 76,9%.