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Desemprego incentiva novos empreendedores

Mais de 137 mil Microempresas Individuais (MEIs) foram constituídas em janeiro deste ano, um aumento de 14,8% nessa modalidade em relação ao mesmo mês de 2015 (119,5 mil), como informa o último Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. Não é, certamente, coincidência que esse movimento se verifique em um período em que o desemprego vem batendo recordes, tendo o País perdido 1,5 milhão de empregos com carteira assinada em 2015,segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Seria muito melhor que mais brasileiros estivessem procurando se estabelecer por conta própria por vislumbrarem oportunidades para colocar em prática seu espírito empreendedor. Não é que isso tenha deixado de ocorrer em muitos casos, especialmente na área de informática e tecnologia da informação, mas surgem indicações de que está em curso um forte movimento de pessoas que procuram abrir o seu próprio negócio por necessidade de sobrevivência.

Trata-se, porém, de um movimento com características diferentes das observadas no passado. Não faz muito tempo, os desempregados sem perspectivas de obter novo posto de trabalho buscavam no mercado informal meios para manter o seu sustento e de suas famílias. Em certa medida, isso também acontece agora. Contudo, o fato de um número significativo de desempregados procurar manter-se no setor formal por meio das MEIs – um processo desburocratizado e barato, que permite ao empreendedor pagar menos imposto, emitir nota fiscal e recolher contribuição previdenciária – mostra que as pessoas que assim agem não deixaram de levar em consideração o médio e o longo prazos.

Não só muito mais MEIs vêm sendo constituídas. Também aumentou muito o número de novas empresas limitadas. A soma do número de MEIs e limitadas constituídas em janeiro alcança 166,6 mil, um crescimento de 10,4% em comparação com o primeiro mês de 2015.

Outra questão a ressaltar é que, mesmo estando o movimento de negócios tão fraco, milhares, se não milhões de brasileiros, vêm tendo a iniciativa de empreender. Ainda que seja alto o índice de mortalidade de novas empresas em seus primeiros anos de atuação, os novos empreendedores mostram admirável confiança em si próprios e no potencial da economia brasileira, apesar da grave crise política, econômica e moral que o País atravessa.

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