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Desemprego salta para 7,6%, a maior taxa para janeiro desde 2009

- Atualizado: 25 Fevereiro 2016 | 11h 45

Segundo o IBGE, taxa estava em 6,9% em dezembro; rendimento médio real dos trabalhadores registrou queda de 1,3% em um mês

Em relação a janeiro de 2015, quando a taxa estava em 5,3%, o desemprego neste ano está 2,3 pontos porcentuais maior

Em relação a janeiro de 2015, quando a taxa estava em 5,3%, o desemprego neste ano está 2,3 pontos porcentuais maior

A taxa de desemprego saltou de 6,9% em dezembro de 2015 para 7,6% em janeiro de 2016. Essa foi a maior taxa para um mês de janeiro desde 2009 (8,2%). A taxa de desocupação para o conjunto de seis regiões metropolitanas foi divulgada pelo Instuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Em relação a janeiro de 2015, quando a taxa estava em 5,3%, o desemprego neste ano está 2,3 pontos porcentuais maior. O resultado, porém, veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam um resultado entre 7,20% a 8,70%, com mediana de 7,90%.

O comércio registrou aumento de 100 mil trabalhadores na passagem de dezembro para janeiro, contrariando um movimento sazonal de dispensa de empregados temporários nessa época do ano. Com isso, não é possível dizer que a taxa de desemprego tenha aumentado em janeiro ante dezembro por causa da demissão de trabalhadores temporários.

A dispensa generalizada de empregados ocorrida nas demais atividades em janeiro pode estar por trás do fenômeno. Pessoas que perderam o emprego estariam se inserindo no comércio para garantir o próprio sustento. "Em meses de janeiro, o comércio sempre dispensa, mesmo que seja um pouquinho. Esse crescimento (no total de ocupados) nunca aconteceu", destacou Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O mercado de trabalho fechou 336 mil vagas com carteira assinada no setor privado no período de um ano. A queda no trabalho formal foi de 2,8% em janeiro comparado a janeiro de 2015. Em relação a dezembro do ano passado, houve estabilidade no contingente de trabalhadores formais, com a criação de 5 mil vagas com carteira.

Renda. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou queda de 1,3% em janeiro ante dezembro do ano passado, e redução de 7,4% na comparação com janeiro de 2015. O rendimento médio real dos trabalhadores em janeiro de 2016 foi de R$ 2.242,90, contra R$ 2.273,44 em dezembro de 2015. 

A população desocupada já soma 1,9 milhão de pessoas nas seis principais regiões metropolitanas do País. O total de indivíduos em busca de uma vaga cresceu 8,4% na passagem de dezembro de 2015 para janeiro de 2016, o equivalente a 146 mil pessoas a mais procurando emprego. Em relação a janeiro de 2015, a desocupação saltou 42,7%, com 562 mil desempregados a mais.

Os dados do IBGE mostram que houve corte de vagas no mercado de trabalho. Além disso, a população ocupada diminuiu 1% em janeiro ante dezembro do ano passado, 230 mil postos extintos. Na comparação com janeiro de 2015, a queda na ocupação foi de 2,7%, 643 mil funcionários dispensados.

O resultado só não foi maior porque houve aumento da inatividade no período. A população não economicamente ativa cresceu 3,6%, ou 707 mil inativos a mais. Em relação a dezembro de 2015, a inatividade cresceu 1%, o que equivale a 207 mil pessoas a mais fora do mercado de trabalho. 

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