Desemprego sobe, mas isso não é desanimador

Para o último trimestre de 2018, espera-se ainda um desemprego de dois dígitos, demonstrando ser grande o espaço para o retorno do mercado de trabalho ao patamar pré-crise

Tiago Barreira*, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 22h52

A taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua trouxe resultado abaixo do esperado por analistas neste primeiro mês de 2018. Muito do excessivo otimismo esperado decorreu dos resultados positivos de contratações observados ao longo do último trimestre de 2017.

Mas os dados não podem ser considerados desanimadores por dois pontos. O primeiro ponto é termos observado uma estabilidade no ritmo de crescimento da População Ocupada (PO). O segundo ponto é constatarmos que o emprego com carteira assinada, uma das categorias empregatícias que tem reagido mais lentamente, segue apresentando desacelerações sucessivas no seu ritmo de demissões.

Ainda assim, grandes desafios são esperados para o longo prazo. Para o último trimestre de 2018, espera-se ainda um desemprego de dois dígitos, em torno de 10,9%, demonstrando ser grande o espaço para o retorno do mercado de trabalho ao patamar pré-crise, observado no fim de 2014.

* PESQUISADOR, CONSULTOR E ANALISTA PELO IBRE/FGV

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