Dificuldade de operar papel em reais gera confusão

A dificuldade em encontrar parâmetros para negociar os papéis emitidos ontem pelo governo em reais deixa o mercado secundário da dívida brasileira bastante confuso nesta manhã. Os investidores, gestores, corretoras e demais participantes do mercado secundário não conseguem encontrar uma fórmula para cotar o papel em reais de modo que acompanhe a oscilação do dólar. Para contornar o problema, o novo papel está sendo cotado também em dólares. Mas mesmo as operações em dólares parecem esbarrar na mesma dificuldade de referência de conversão, no momento da conclusão das operações no Euroclear, segundo fontes. As dúvidas são ainda muitas e os participantes correm em busca de informações. Essa confusão está represando as negociações com os demais papéis brasileiros. De acordo com a corretora ICAP/Garban, o novo papel emitido ontem em reais era cotado em dólares a 42,35 centavos por dólar na compra e em 42,60 centavos por dólar na venda. Não havia cotação em reais. Ontem, o papel operou na López León a 98,600 do valor de face. Foi colocado a 98,636 do valor de face. O BR40 era cotado abaixo do fechamento, em 119,85 cents na compra e em 119,90 cents na venda.

Agencia Estado,

20 Setembro 2005 | 10h23

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