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Dilma afirma que reservas internacionais só devem ser usadas para proteger o País

- Atualizado: 16 Março 2016 | 17h 30

Presidente disse que o governo jamais terá pauta de uso das reservas 'para algo que não seja proteção do País contra flutuações internacionais'

Especulações sobre reservas só beneficiam poucos, afirma Dilma

Especulações sobre reservas só beneficiam poucos, afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff garantiu nesta quarta-feira, 16, o que as reservas internacionais foram construídas "a duras penas" e "com grande esforço" durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dela e que há a consciência do papel que as reservas desempenham para a economia. "Nós jamais teremos uma pauta de uso dessas reservas para algo que não seja proteção do País contra flutuações internacionais", afirmou, durante coletiva de imprensa para comentar a chegada de Lula para o posto da Casa Civil. As reservas internacionais brasileiras estão atualmente perto de R$ 372 bilhões, de acordo com o Banco Central.

Dilma disse ainda especulações sobre uso de reservas "só beneficiam os poucos que lucram" com os boatos. "Continuamos firmes, tranquilos e seguros com nossas reservas internacionais", afirmou, destacando que as reservas "também podem ter um papel com relação a dívida".

O uso das reservas internacionais para reativar a economia é motivo de discordância dentro do governo. Na segunda-feira, depois de participar de uma reunião com a presidente Dilma, o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner - agora substituído pelo ex-presidente Lula - disse que o governo avalia usar um terço das reservas para abater a dívida pública federal. Em janeiro, o estoque da dívida atingiu R$ 2,749 trilhões.

A medida, contudo, enfrenta resistência tanto do Ministério da Fazenda quanto do Banco Central. Um integrante da equipe econômica faz até a comparação do Brasil com a China para ressaltar a importância das reservas como proteção às oscilações da economia mundial. Desde o ano passado, lembrou, a China vem perdendo em torno de US$ 100 bilhões por mês em reservas por causa das consequências da mudança em sua política cambial.

Estabilidade fiscal. A presidente destacou o papel do ex-presidente Lula no governo e afirmou que na trajetória do ex-presidente ele sempre demonstrou compromisso com estabilidade fiscal e controle de inflação. "Não é meramente retórico e se expressa numa significativa atuação nos 8 anos do governo dele", afirmou. "Quando Lula assumiu o governo nossas reservas não davam para pagar vencimentos de dívidas."

Em relação à condução da política econômica e críticas do seu partido, Dilma afirmou que "no que se refere ao crédito, nós fizemos um grande esforço para criar o crédito, que é uma coisa importante, e isso eu acho que não é a posição do PT, mas de toda a base aliada inclusive o  ministro Nelson (Barbosa) fez um anúncio neste sentido", afirmou, destacando o esforço de ampliar o crédito tanto para capital de giro como para pequenas e médias empresas.  (Colaboraram Eduardo Rodrigues e Irany Tereza)

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