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Dilma diz que seu governo criou 4,8 mi de empregos

RAFAEL MORAES MOURA E RICARDO BRITO - Agencia Estado

03 Abril 2014 | 11h 57

Em discurso no 1º Fórum da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa do governo, destacando que desde que assumiu a Presidência da República já foram registrados 4,8 milhões de empregos.

"Atingimos esse resultado preservando a solidez da nossa economia", afirmou Dilma, ao falar dos postos de trabalho. "O Brasil é um País com grande potencial para negócios, tendo gerado, nos últimos 11 anos, 20 milhões de postos."

A presidente disse ainda que o País hoje é um gerador de oportunidades. "É um pais que gera emprego e gera oportunidade de empreendedorismo, portanto, tanto os trabalhadores como os empreendedores são os verdadeiros protagonistas", afirmou.

Dilma disse que uma "nova realidade" surge em todos os municípios e, nesse contexto, o dinamismo do comércio e dos serviços tem que ser cada vez maior. Segundo ela, hoje há um mercado de milhões de brasileiros de consumidores, um imenso mercado interno. "O mundo nos reconhece hoje como uma das mais importantes economias de produção e de consumo", afirmou.

A presidente disse que tirar 36 milhões de pessoas da pobreza significa algo importante e ético. "É trabalhar a desigualdade do país, mas significa também trabalhar o potencial de consumo", observou. Ela destacou ainda que levar 42 milhões de pessoas para a classe média também é uma evolução do tamanho do potencial do país, que, segundo ela, tem características muito especiais.

"Isso exigirá de nós um conjunto de medidas porque as pessoas que se transformam em cidadãos vão querer melhor serviços públicos e privados, enfim, vão demandar uma gama de serviços públicos mais extensos e qualificados", afirmou.

Folha de pagamento

A presidente afirmou ainda que o governo decidiu desonerar a folha de pagamento das empresas, mesmo quando "alguns" achavam que isso não deveria ter sido feito. Ela disse que o governo também tem adotado a preferência às compras públicas para as empresas que produzam no país.

Dilma frisou que o governo tem cuidado de modernizar a infraestrutura, já que tal modernização é igual à produtividade. Ela destacou os leilões de diversos setores, como portos e aeroportos, que devem envolver R$ 80 bilhões nos próximos anos. "Vamos continuar fazendo estes leilões ao longo de 2014", frisou. Ela também reconheceu que o setor das micro e pequenas empresas tem de ser privilegiado.

Inflação

Dilma também reafirmou o compromisso do Planalto na luta contra a inflação. Ela observou que a inflação vem sendo mantida nos últimos 11 anos "dentro dos limites fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)" e que a dívida líquida do setor público em relação ao PIB tem "decrescido sistematicamente". "Em 2002, a dívida líquida chegava a 60% do PIB e hoje chegamos a 33,7% do PIB", comentou a presidente.

Na avaliação de Dilma, o Brasil conseguiu acumular reservas internacionais que preservam o País de volatilidades. "Temos um dos maiores volumes de reserva quando olhados os (países) emergentes e desenvolvidos", afirmou, destacando que o volume atual é da ordem de US$ 377 bilhões. Dilma também reiterou o compromisso do governo em fortalecer a questão do investimento produtivo e da produtividade.