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Dilma volta a prometer rapidez para fechar empresas

TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA - Agencia Estado

03 Abril 2014 | 20h 41

Pela quarta vez em menos de um ano, a presidente Dilma Rousseff voltou a prometer hoje que reduziria para cinco dias o prazo de abertura e fechamento de empresas, um importante indicador sobre o ambiente de negócios do País levado em conta por organismos multilaterais como o Banco Mundial. Hoje, o prazo ultrapassa 150 dias.

Durante a abertura do 1º Fórum Nacional da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a presidente afirmou que vem colocando "todo o esforço do governo para diminuir para cinco dias o prazo de abertura e fechamento de empresas". "Nós temos o compromisso, deste ano, de ter o início desse processo. Eu acredito que nós, até o final do ano, teremos concretamente frutos a mostrar do processo de simplificação", afirmou.

Sob críticas do empresariado e investidores a respeito de uma suposta postura intervencionista na economia, Dilma promete a redução do prazo desde pelo menos maio do ano passado. Na abertura do Encontro Brasil-Alemanha, no dia 13 daquele mês, ela chegou a classificar as dificuldades de empreendedores de "manicômio burocrático". Cinco meses depois, ela voltou a bater na mesma tecla. No mês passado, a presidente chamou de "suplício" a via crúcis para o fechamento de empresas.

Pouco antes de Dilma falar hoje, o presidente da CACB, José Paulo Dornelles Cairoli, lamentou em discurso o fraco desempenho da economia e os problemas de burocracia enfrentados pelo setor. "Sofremos problemas resultantes da excessiva burocracia, falta de infraestrutura, queda da produtividade e reformas que precisam ser tomadas para sustentar o nosso desenvolvimento", afirmou, lembrando que o setor é responsável por 25% do PIB e pela geração de 80% das novas vagas de trabalho.

Inflação

Um dia depois de o Banco Central elevar a taxa de juros pela nona vez consecutiva, atingindo 11% , Dilma reafirmou o compromisso do Planalto na luta contra a inflação, frisando que ela vem sendo mantida nos últimos 11 anos "dentro dos limites" fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). "E assim ocorrerá também em 2014", prometeu a presidente, ressaltando que "atingimos esse resultado preservando a solidez da nossa economia".

Nos três primeiros anos de mandato, Dilma entregou a inflação dentro do intervalo fixado pelo CMN, de 2,5% a 6,5%, mas sempre distante do centro da meta (4,5%). Se os juros permanecerem inalterados, ela será a primeira presidente, desde a implantação do sistema de metas em 1999, a terminar um mandato com a inflação maior que o anterior.

Criticada por empresários e aliados políticos pela falta de interlocução com os diversos setores, Dilma disse que o seu governo está aberto ao diálogo. "Quanto mais ouvirmos e estivermos perto das reivindicações do mundo real, melhor a agenda", observou a presidente, que fez questão de elogiar as iniciativas do ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. "Estamos completamente convencidos que quanto mais a gente ouvir as demandas, quanto mais a gente trabalhar e discutir e estiver perto das reivindicações e do mundo real, melhor será a nossa agenda e as nossas realizações", acentuou.

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