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Dima: Não se pode confundir pessoas com instituições

RAFAEL MORAES MOURA - Estadão Conteúdo

24 Agosto 2014 | 13h 29

Depois de o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa decidir fazer delação premiada, a candidata à reeleição Dilma Rousseff disse na manhã deste domingo que a empresa "é muito maior que qualquer agente dela" e que a Petrobras "está acima" de eventuais falhas de conduta de seus funcionários.

"Não se pode confundir as pessoas com as instituições. A Petrobras é muito maior que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos, crimes -ou, se for julgado, que se mostre que foi condenado. Isso não significa uma condenação da empresa", disse Dilma, em coletiva de imprensa concedida na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada.

"Posso te falar uma coisa? O Brasil e nós todos temos de aprender que, se pessoas cometeram erros, mal-feitos, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso."

Horas antes de Costa se decidir por falar o que sabe de corrupção em negócios da Petrobras, a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Lava Jato e vasculhou os endereços de 13 empresas de consultoria, gestão e assessoria, todas situadas no Rio e ligadas a uma filha, Ariana Azevedo Costa Bachmann, a um genro, Humberto Sampaio Mesquita, e a um amigo dele, Marcelo Barboza.

Acuado, na iminência de sofrer uma sucessão de condenações como réu da Operação Lava Jato, Costa considera que não tem a menor chance de sair da prisão tão cedo. Ele quer preservar seus familiares, que também se tornaram alvos da Lava Jato.

Suspeita

Na avaliação de Dilma, não existe "nenhuma instituição acima de qualquer suspeita quando se trata dos seus integrantes". "Inclusive, nas instituições - qualquer uma - e nas empresas - inclusive nas que vocês trabalham -, pode ocorrer isso", afirmou a candidata, dirigindo-se aos repórteres.

"Porque os homens e as mulheres é que falham, não são as instituições necessariamente. A Petrobras está acima disso. Eu não tenho o que comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada, isso não é objeto do interesse da Presidência da Republica", comentou Dilma.