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Diminui o retorno de capital das múltis brasileiras

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2014 | 02h 05

Reduziu-se, no primeiro semestre, o retorno dos investimentos das multinacionais brasileiras no exterior, segundo o Banco Central (BC). De US$ 1,6 bilhão, em 2013, caiu para US$ 1,317 bilhão (17,79% menos) neste ano. Comparado ao estoque de investimentos dessas empresas (US$ 292,5 bilhões), o retorno foi de 0,45%, o menor desde 2002 (0,37%), afetando o balanço de pagamentos e as receitas tributárias.

Uma explicação é a lenta recuperação da economia dos Estados Unidos e da União Europeia, que reduz lucros e remessas. Isso não explica tudo, porque o ritmo de atividade, inclusive da China, particularmente no segundo trimestre de 2014, se acelerou em comparação com 2013.

Muitas empresas brasileiras investiram na Argentina, que está em recessão e cujo governo adotou restrições cambiais, afetando a remessa de lucros. Mas é provável que as multinacionais brasileiras tenham preferido reinvestir nos setores em que atuam. Como afirmou José Rubens de la Rosa, executivo-chefe da Marco Polo, isso é positivo, pois fortalece a capacidade das empresas em mercados competitivos. Mas há mais do que isso.

As incertezas quanto à evolução da economia brasileira alteram as decisões das empresas. Baixo crescimento, rumos indefinidos e dúvidas quanto ao controle da inflação levam empresas de porte e capitalizadas a adotar uma estratégia defensiva. Evitam elevar investimentos no mercado interno e buscar recursos nas filiais, como fizeram matrizes de empresas europeias e americanas em relação a subsidiárias instaladas no Brasil no período mais crítico da crise internacional.

O fato de ser este um ano eleitoral também concorre para isso, sem que haja paralelo com o que ocorreu em 2002. Naquela época, a insegurança gerada pela eleição de Lula elevou o dólar a R$ 4,00. Agora, o ambiente econômico do País é diverso. A cotação do dólar está estável, mas graças a intervenções diárias do BC no mercado, reforçando o artificialismo que se verifica também quanto a preços administrados.

A expectativa é de que a política econômica terá de ser alterada após as eleições, considerando tanto as correções que a realidade interna impõe como as mudanças em curso no cenário internacional. Sob esses aspectos, a redução da compra de títulos no mercado americano pelo Federal Reserve (Fed) é um elemento indicativo.

As múltis brasileiras, ao que tudo indica, esperam para ver.

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