Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Dívida do governo sobe para R$ 3,32 trilhões em maio

O estoque da dívida pública federal subiu 0,26% no mês passado, em abril o total era de R$ 3,24 trilhões

Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2017 | 10h24

BRASÍLIA - O estoque da dívida pública federal (DPF) - que inclui o endividamento interno e externo do Brasil - subiu 0,26% em maio, quando atingiu R$ 3,253 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 26, pelo Tesouro Nacional. Em abril, o estoque estava em R$ 3,244 trilhões.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

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A forte turbulência dos mercados financeiros por conta da crise política, no mês passado o Tesouro fez leilões extraordinários de compra e venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional-Série F (NTN-F) e Notas do Tesouro Nacional-Série B (NTN-B).

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 28,26 bilhões em maio. Já as emissões de papéis totalizaram R$ 46,788 bilhões, enquanto os resgates chegaram a R$ 66,526 bilhões. Com isso, o resgate líquido foi de R$ 19,738 bilhões no mês passado.

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A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 0,22%, ao passar de R$ 3,123 trilhões para R$ 3,130 trilhões, devido aos gastos com juros, no valor de R$ 25,67 bilhões, compensados pelo resgate líquido, no valor de R$ 18,74 bilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,31% maior, somando R$ 122,87 bilhões no quinto mês do ano.

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12 meses. A parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 16,45% em abril para 15,16% em maio, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida caiu de 4,56 anos em abril para 4,54 anos no mês passado.

O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 11,57% ao ano em abril para 11,23% ao ano em maio. O coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, destacou que a fatia da Dívida Púbica Federal (DPF) a vencer em 12 meses foi a menor da história, em maio. 

"Nunca a parcela a vencer em 12 meses foi tão baixa. Talvez essa seja o grande destaque do relatório da dívida de maio", avaliou.

Prefixados. A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 33,95% em abril para 34,97% em maio. Os papéis atrelados à Selic também aumentaram a fatia, de 29,99% para 30,47%.

Já os títulos remunerados pela inflação caíram para 30,66% do estoque da DPF em maio ante 32,20% em abril. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 3,86% em abril para 3,91% no mês passado.

Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este ano. O intervalo do objetivo do Tesouro para os títulos prefixados em 2017 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela Selic devem ficar entre 29% a 33%.

No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta também é de 29% a 33% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

Estrangeiros. Os estrangeiros voltaram a reduzir a participação como detentores de títulos do Tesouro Nacional em maio. A fatia dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da DPMFi caiu de 13,63% em abril para 13,42% no mês passado, somando R$ 419,94 bilhões, segundo os dados do Tesouro Nacional. Em abril, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 425,64 bilhões.

O grupo previdência continua sendo o maior detentor de papéis do Tesouro, com a participação passando de 26,02% em abril para 26,21% no mês passado.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve elevação de 21,87% em abril para 22,16% em maio. Os fundos de investimentos reduziram a fatia de 23,24% para 23,17%. Já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 4,54% para 4,57%./COM INFORMAÇÕES REUTERS E AGÊNCIA BRASIL

 

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