Fabio Motta/Estadão
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Dívida pública cresce 3,16% em agosto

Estoque da dívida pública federal chegou a R$ 2,686 trilhões em agosto; títulos prefixados representam quase 42% do total

Lorenna Rodrigues e Rachel Gamarski, O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2015 | 14h28

BRASÍLIA - O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 3,16% em agosto ante julho e atingiu R$ 2,686 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 28, pelo Tesouro Nacional. Em julho, o estoque estava em R$ 2,603 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 36,89 bilhões no mês passado. A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 3,1% e fechou o mês em R$ 2,551 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 4,35% maior, somando R$ 134,32 bilhões (US$ 36,83 bilhões no mês passado).

A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 41,32% em julho para 41,59% em agosto. Os papéis atrelados à Selic aumentaram a fatia no período de 20,64% para 21,28%. Os títulos remunerados pela inflação caíram para 31,99% do estoque da DPF em agosto, ante 33% em julho. Os papéis camobiais tiveram a participação ampliada de 5,04% em julho para 5,14% no mês passado.

Os papéis atrelados à inflação estão fora das bandas do PAF de 2015. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para títulos que têm o índice de preço como referência é de 33% a 37%. Todos os outros papéis estão dentro das metas do PAF de 2015. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para títulos prefixados é entre 40% e 44%. Para os títulos remunerados pela Selic vai de 17% a 22%. No caso dos que têm o câmbio como referência, a meta é de 4% a 6%. 

Estrangeiros. A participação dos investidores estrangeiros no estoque da DPMFi caiu de 19,56% em julho para 19,14% em agosto, somando R$ 488,51 bilhões. Em julho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 484,07 bilhões.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve queda de 25,96 % em julho para 25,48% em agosto. Os fundos de investimentos aumentaram a fatia de 19,85% para 20,53%. Já as seguradores tiveram queda na participação de 4,15% para 4,07%.

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