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Dólar reduz alta no fim do pregão e fecha cotado a R$ 4,09; Bolsa cai 1%

Aversão ao risco generalizada no mundo fez a moeda americana fechar em alta de 1%, depois de atingir R$ 4,13 na máxima do dia; Bolsa cai e ação da Petrobrás fica abaixo de R$ 5

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Fabrício de Castro,
O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2016 | 09h10
Atualizado 20 Janeiro 2016 | 18h37

SÃO PAULO - As fortes perdas do petróleo no mercado internacional, tanto em Londres quanto em Nova York, voltaram a determinar a busca global por ativos considerados mais seguros. Isso impulsionou o dólar em todo o mundo e, no Brasil, a moeda americana chegou a se aproximar, durante o dia, das cotações históricas do Plano Real. 

Após desacelerar um pouco na reta final, com investidores realizando parte dos lucros no intraday, o dólar à vista fechou em alta de 1,00%, aos R$ 4,0998, depois de bater R$ 4,13 na máxima do dia. No mercado acionário, o Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,08%, aos 37.645,48 pontos e as ações preferenciais da Petrobrás fecharam abaixo de R$ 5.

Pela manhã, os ganhos do dólar já eram firmes, em sintonia com o exterior. Os preços do petróleo voltaram a registrar fortes baixas, o que estressava os mercados ao redor do mundo. Internamente, operadores também citavam a guinada de ontem do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao avaliar como "significativas" as revisões (para baixo) das projeções do FMI para o PIB brasileiro. A leitura é de que, na decisão de hoje do Copom, a Selic tende a ficar estável ou a subir apenas 0,25 ponto porcentual - e não 0,50 ponto, como vinha sendo sinalizado antes.

Esses fatores mantiveram o dólar em alta ante o real mesmo na mínima do dia, quando marcou R$ 4,0717 (+0,31%) às 12h33. Durante a tarde, quando o dólar para fevereiro superou R$ 4,110 e, depois, R$ 4,120, um movimento técnico no mercado futuro amplificou o avanço das cotações. Na máxima do segmento à vista, às 15h40, o dólar atingiu R$ 4,1300 (+1,75%), no maior valor intraday desde 29 de setembro do ano passado. Este valor também é bem próximo da maior cotação de fechamento já vista no Plano Real (R$ 4,1350), em 23 de setembro de 2015.

Na reta final dos negócios no segmento à vista, o dólar desacelerou um pouco os ganhos e se afastou da máxima do dia. De acordo com um profissional, isso ocorreu porque alguns players que compraram moeda mais cedo decidiram realizar lucros (vender divisas) ainda no intraday.

Bolsa. O Ibovespa marcou 37.046 pontos (-2,66%) e, na máxima, 38.056 pontos (estabilidade). No mês, acumula perda de 13,16%. O índice recuperou parte das perdas acompanhando uma leve melhora nas bolsas de Nova York.

Petrobrás sofreu mais uma vez com o tombo do petróleo. A ação ON caiu 3,58% e terminou a R$ 5,93 (no mês, acumula baixa de 30,81%). A PN recuou 4,94%, a R$ 4,43 (-33,88% em 2016). O preço do petróleo negociado na Nymex caiu 6,71% no contrato que venceu hoje, para fevereiro, a US$ 26,55 o barril. No contrato de março, a commodity fechou a US$ 28,35 o barril, em baixa de 4,13%. (Com informações de Claudia Violante)

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