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Economistas antecipam efeito nulo da Copa no consumo

Economistas e consultores que participaram nesta quarta-feira, 11, da divulgação do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) de maio acreditam que a Copa do Mundo pode terminar tendo um efeito nulo para as vendas no varejo. Durante teleconferência com jornalistas, o gerente da área de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto, considerou que os dados permitem manter expectativa de que a Copa pode ter impacto neutro ou levemente negativo.

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DAYANNE SOUSA,
Agência Estado

11 Junho 2014 | 13h52

Mariana Oliveira, economista da Tendências Consultoria, apresentou um cálculo que indica que gastos adicionais de turistas na Copa do Mundo devem gerar movimentação de R$ 8,6 bilhões na economia. Apesar disso, ela ponderou que esse impacto positivo se concentra em áreas como restaurantes e comércio de bebidas enquanto outros segmentos do varejo devem sofrer desaceleração contundente. Adriano Pitoli, também da Tendências, considerou que "não é possível ter um olhar otimista" sobre a evolução do consumo ao longo do ano.

Marcos Gouvêa de Souza, da consultoria GS&MD, acrescentou que as vendas de TVs para a Copa "não estão acontecendo da forma como se previa". Na avaliação dele, o varejo se estocou muito e tem havido uma "guerra de preços". "As vendas que estão sendo realizadas trazem um valor menor do que o que se esperava", concluiu.

Os índices atuais de confiança do consumidor foram citados como ponto de preocupação. Para Mariana, este é um dos fatores que tende a continuar limitando o crescimento do varejo no ano. Gouvêa de Souza ainda considerou que o atual cenário de insegurança nas proximidades das eleições tende a agravar o cenário. "Ainda que renda e emprego se mantenham, a confiança do consumidor se mostra abalada, o que poderia perdurar ao longo do segundo semestre", concluiu.

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