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Susan Walsh/AP

Economistas creem que Fed irá elevar juros a partir de junho, diz WSJ

Número representa uma forte mudança em relação à pesquisa de janeiro, quando 66% disseram acreditar em uma alta já em março

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O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2016 | 14h27

NOVA YORK - O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) não deve elevar os juros já na reunião de março, mas pode fazê-lo em junho ou mais tarde, de acordo com um levantamento feito com 69 economistas feito pelo Wall Street Journal.

Apenas 9% dos analistas da academia e do mercado consultados pelo jornal disseram que a autoridade monetária pode elevar os juros na próxima reunião. O número representa uma forte mudança em relação ao levantamento do mês passado, quando 66% disseram acreditar em uma alta já em março. Agora, cerca de 60% disseram crer em uma alta na reunião de junho, ante 25% na pesquisa de janeiro.

"Mercados mais calmos e indicadores econômicos positivos devem compor o cenário" na metade do ano, disse a economista Lynn Rease, da universidade de Point Loma Nazarene.

A porcentagem de entrevistados que disse crer em uma elevação dos juros na reunião de abril subiu de 7% para 13%. O restante dos economistas disse esperar uma elevação dos juros para depois de junho. Outros 3% acreditam que a próxima ação do Fed será de reduzir os juros.

A média das projeções feitas pelos economistas mostra que os federal funds devem atingir 0,94% no final de 2016, queda ante os 1,14% do levantamento anterior. Isto sugere que o Fed deve realizar cerca de 2 elevações este ano, contra três anteriormente. Na reunião de dezembro, a autoridade monetária indicou quatro elevações. Há uma "probabilidade mais alta de novos adiamentos na subida dos juros", disse o economista-chefe do BBVA, Nathaniel Karp.

Economia em foco. Em seu segundo dia de discurso no Congresso, a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, reiterou em depoimento ao Senado americano que o Fed está monitorando cuidadosamente o mercado financeiro global e que acontecimentos econômicos poderiam afetar a trajetória dos EUA, mas reforçou que sua avaliação é que uma contração não é iminente.

"Sempre há chance de recessão em qualquer ano, mas as evidências sugerem que expansões não morrem de velhice", disse. Ela ainda comentou que é prematuro dizer se os recentes acontecimentos alteraram o equilíbrio de riscos para o lado negativo, mas notou que o Fed "monitora a perspectiva" e que esses acontecimentos serão considerados na reunião de política monetária de março. 

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