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Mark Lennihan/AP

Economistas reduzem expectativa para PIB dos EUA e veem maior risco de recessão

As chances de uma recessão nos próximos doze meses cresceram para 21%, o dobro do risco percebido há um ano, e o maior nível desde 2012, segundo pesquisa do Wall Street Journal

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O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2016 | 15h09

NOVA YORK - O risco de a economia norte-americana entrar em recessão está crescendo por causa do tombo dos mercados financeiros, afirmaram 69 economistas consultados pelo Wall Street Journal. As chances de uma recessão nos próximos doze meses cresceram para 21%, o dobro do risco percebido há um ano, e o maior nível desde 2012, de acordo com dados do levantamento, que é feito mensalmente.

"O aperto das condições monetárias são uma importante fonte de preocupação", disse Thomas Costerg, economista do Standard Chartered.

O movimento dos mercados reflete temores de que os Estados Unidos não estão imunes a uma maior desaceleração da economia mundial. Na quarta-feira, o índice Dow Jones acumulou perdas de 13% desde o pico em maio, com mercados acionários em outras regiões registrando performances ainda piores. Com tamanho pessimismo, até o ouro recuperou parte de sua atratividade, se valorizando cerca de 15% desde o início do ano.

Outra fonte de preocupação é a ideia de que os Estados Unidos não se beneficiam mais da queda dos preços de petróleo como ocorreu no passado. Apesar da maior renda disponível para os consumidores, um tombo da produção norte-americana de petróleo, que cresceu bastante na última década por causa das reservas de xisto, tem afetado substancialmente a indústria.

"A queda dos preços do petróleo é uma má notícia para o crescimento em 2016", disse Costerg, o mais pessimista dos entrevistados. Para ele, as chances de uma recessão no próximo ano são de 50%.

Analistas também reduziram suas estimativas para o crescimento em 2016. Um ano atrás, eles estimaram uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% este ano. Agora, as estimativas apontam para crescimento de 2,3%.

Emprego. Em dezembro, a média dos entrevistados disse crer na criação de 2,4 milhões de postos de trabalho este ano. No novo levantamento, este número foi reduzido para 250 mil. "O ambiente econômico global continua ameaçando (o crescimento dos EUA)", disse Sean Snaith, diretor do Instituto de Competitividade Econômica da Universidade da Flórida Central.

Embora o sentimento tenha ficado mais negativo, nem todos os entrevistados se mostraram preocupados. O gasto das famílias continua a crescer, principalmente com automóveis. A construção de novas moradias também tem mostrado força, assim como os preços do mercado imobiliário.

"A atividade econômica continua estável apesar da turbulência dos mercados", disse Ram Bhagavatula, do fundo de hedge Combinatorics Capital.

As últimas vezes em que os analistas se mostraram tão pessimistas quanto à saúde da economia norte-americana foram em 2011, quando congressistas não chegaram a um acordo sobre o teto da dívida, o que obrigou o governo federal a fechar durante alguns dias, e em 2012, durante a crise dos mercados europeus. Ambos os episódios prejudicaram a economia, mas não levaram os EUA a uma recessão. 

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