1. Usuário
E&N
Assine o Estadão
assine

Eike Batista se diz arrependido de ter entrado no mercado de ações

Luana Pavani, da Agência Estado

19 Julho 2013 | 07h 56

Não são só os investidores que se arrependeram, revela o artigo assinado pelo empresário: 'Venho perdendo bilhões de dólares'

SÃO PAULO - O empresário Eike Batista veio a público defender-se da crise de credibilidade que ronda seu grupo empresarial e se diz arrependido de ter entrado na Bolsa de Valores.

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, na edição desta sexta-feira, 19, ele afirma que "se pudesse voltar no tempo, não teria recorrido ao mercado de ações".

Eike afirma que hoje acha que teria sido melhor ter estruturado um fundo privado de participações em empresas (private equity) "que permitisse criar do zero e desenvolver ao longo de pelo menos 10 anos cada companhia, até chegar o "momento certo' de abrir o capital.

 

"Se algum dia mereci a confiança do mercado foi porque havia uma trajetória de mais de 30 anos de muito trabalho", diz o texto.

Eike Batista faz uma análise da OGX, dizendo que continua acreditando na empresa e admite ser o acionista que mais perdeu nesse negócio.

O empresário afirma ter recebido propostas pela OGX tanto por fatias quanto pelo controle a partir de uma avaliação de US$ 30 bilhões e que colocou mais de um US$ 1 bilhão do próprio bolso na empresa.

"Eu perdi e venho perdendo bilhões de dólares com a OGX", admite Eike.

 

Ele diz ter se cercado de profissionais capacitados e contado com auditorias e ainda relatórios de independentes como o da consultoria DeGolyer & MacNaughton com prognósticos de recursos aproximados de 10,8 bilhões de barris de óleo equivalente.

"Evidentemente eu estava extasiado com as informações que me chegavam. Podia tê-las guardado para mim? Não, eu era o controlador de uma companhia de capital aberto e o que fiz foi compartilhar".

 

Quanto às demais empresas do grupo, Eike Batista menciona que nos casos de MPX, MMX e LLX: "a depreciação de valor de mercado é claramente incompatível com o que elas têm a oferecer".

Ele critica quem o chamava de "o cara do papel, do power point", questionando porque não foram visitar as obras.

Ele se diz frustrado por não ter sido capaz de entregar o que ele mesmo esperava nos casos de OGX e OSX e alega ter sempre agido de boa-fé, para concluir que tem empreendedorismo em seu

DNA.