André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

'Eleições não necessariamente atrapalham votação da reforma da Previdência, diz Meirelles

Ministro da Fazenda também voltou a defender como 'importante' devolução antecipada de R$ 130 bi do BNDES para a União

Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2018 | 16h37

RIO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a defender neste sábado, 13, a reforma da Previdência e demonstrou confiança de que o calendário eleitoral não atrapalhará as votações dessa e de outras medidas de ajuste fiscal.

"A reforma da Previdência é absolutamente importante, crucial, do ponto de vista da confiança na sustentabilidade das contas públicas no futuro", afirmou Meirelles, no Rio, onde teve reunião com pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Questionado se as eleições não poderiam atrapalhar as votações da reforma da Previdência e das demais medidas, o ministro respondeu: "Não necessariamente, porque essas medidas todas foram apresentadas ano passado, para serem votadas em fevereiro. Também as demais medidas de ajuste fiscal, para 2018 e algumas também para 2019, deverão ser votadas também no primeiro trimestre. Não acredito que haverá um prolongamento do processo de votação durante o ano".

 

BNDES. O ministro da Fazenda também voltou também a falar sobre a devolução de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a União, movimento tido como essencial para as contas do governo em 2018.

Segundo ele, é importante que o BNDES devolva antecipadamente os R$ 130 bilhões de sua dívida com o Tesouro Nacional, como pedido pelo Ministério da Fazenda ano passado. A devolução pode ser feita tanto de uma vez quanto em parcelas.

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"Vamos esperar o recebimento neste ano. Se será de uma vez ou será mais de uma, o importante é que o total seja recebido durante o ano de 2018", afirmou.

Na sexta-feira, 12, o Estadão/Broadcast informou que o BNDES apresentou durante a semana ao governo federal uma proposta para devolver, ainda no primeiro semestre deste ano, R$ 30 bilhões. Os outros R$ 100 bilhões seriam repassados no segundo semestre. Na segunda-feira, o diretor financeiro da instituição de fomento, Carlos Thadeu de Freitas, havia dito que o BNDES se preparou para tirar R$ 130 bilhões de seu caixa neste ano, mas o valor deve ser distribuído entre as demandas do Tesouro Nacional, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do fundo do PIS/Pasep.

Segundo Meirelles, a devolução antecipada será determinada pelo Conselho de Administração do BNDES. "Certamente isso será discutido no conselho. O presidente do conselho é o secretário-executivo do Ministério do Planejamento (Esteves Pedro Colnago Junior), que certamente vai pautar isso", afirmou o ministro.

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