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Em dia de giro baixo, dólar sobe 0,27% e fecha a R$ 2,236

Fabrício de Castro - Agência Estado

16 Junho 2014 | 19h 14

O dólar manteve-se em alta ante o real na maior parte do dia, com os investidores de olho no cenário externo. O acirramento das tensões no Iraque e a possibilidade de os EUA intervirem na região abriram espaço para a busca de ativos mais seguros, como a moeda americana. Só que os leilões de swap do Banco Central e a perspectiva de fluxo para o Brasil seguraram um pouco as cotações, o que fez o dólar terminar com ganho de apenas 0,27% no balcão, a R$ 2,2360. O giro de negócios foi bastante reduzido. 

Perto das 16h30, o giro do dólar à vista estava próximo de US$ 684,5 milhões, sendo US$ 540,1 milhões em D+2. Da mínima de R$ 2,2270 (-0,13%) vista às 9h17 para a máxima de R$ 2,2380 (+0,36%) registrada às 12h29, o dólar à vista oscilou apenas +0,49%. No mercado futuro, a moeda para julho subia 0,45%, a R$ 2,2430, e movimentava apenas US$ 8 bilhões.    

No relatório Focus divulgado na manhã de hoje, a mediana das previsões do mercado para a inflação em 2014 oscilou de 6,47% para 6,46%. Para 2015, foi de 6,03% para 6,08%. A taxa de câmbio mediana projetada para o fim deste ano seguiu em R$ 2,40 e, para 2015, em R$ 2,50. Os números, no entanto, ficaram em segundo plano. 

Em seu leilão diário de swaps (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), o BC vendeu 4 mil contratos (US$ 198,5 milhões). Já na operação de rolagem dos swaps que vencerão em julho, mais 10 mil contratos foram vendidos (US$ 448,9 milhões).    

No exterior, o dólar subia ante boa parte das divisas de países emergentes, também em meio aos receios com a possibilidade de os EUA se envolverem no conflito iraquiano. Perto das 16h40, o dólar subia 0,80% ante a rupia indiana, tinha alta de 0,23% ante a rupia indonésia, avançava 0,55% ante o rand sul-africano, tinha alta de 0,87% ante a lira turca e avançava 0,78% ante o rublo russo.

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