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Economia

Anfavea

Em dólar, carro brasileiro está entre os mais baratos, diz presidente da Anfavea

De acordo com os cálculos da associação que representa os fabricantes de veículos, preço do automóvel nacional subiu menos que a inflação entre 2004 e 2015

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Bernardo Caram,
O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2016 | 21h10

BRASÍLIA - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou nesta segunda-feira, 11, que o carro brasileiro está entre os mais baratos do mundo. Segundo ele, a variação cambial levou a esse quadro.

"Hoje temos veículos sendo comercializados no Brasil por menos de US$ 7 mil. Com o câmbio do jeito que está, o Brasil tem um dos carros mais baratos do mundo", disse, antes de ser questionado sobre o fato de o brasileiro ganhar em reais. "Sim, mas lembrando que este veículo de US$ 7 mil tem mais de US$ 2 mil de impostos", respondeu. Moan explicou que fez a conta em dólares, porque em 2012, quando o dólar chegou ao patamar de R$ 1,50, o carro brasileiro foi tratado como o mais caro do mundo.

Segundo o presidente da Anfavea, entre 2004 e 2015, a inflação do Brasil superou 85%, enquanto os preços dos carros subiram 4% no mesmo período. Ele atribuiu o fato à elevada competitividade do setor no Brasil.

As afirmações foram feitas após reunião com o ministro do Planejamento, Valdir Simão. Mesmo afirmando que a Associação não pediu ajuda ao governo e entende a importância do ajuste fiscal, Moan defendeu a redução de tributos. "O que sempre queremos é que haja ajuste na carga tributária aos níveis internacionais", disse. Sobre a redução de IPI para veículos, que já foi adotada pelo governo petista, ele afirmou que não acha "que foi um programa de desoneração, mas um programa de ajuste temporário da mais alta carga tributária sobre veículos do mundo".

Produção. Em entrevista a jornalistas, o presidente da Anfavea disse ainda que a associação projeta para 2016 um crescimento de 0,5% na produção de veículos do País. Segundo ele, a expectativa é que o ano se encerre com um recuo de 7,5% nas vendas do mercado interno, associado a uma expansão de quase 9% nas exportações de veículos. 

 

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