Em jantar com Lula, Eike Batista elogia 'Brasil novo'

Durante jantar em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula, ontem, em Nova York, o presidente do Grupo EBX, Eike Batista, fez questão de repetir que "o Brasil respeita todos os seus contratos". O comentário foi feito para uma plateia de empresários, acadêmicos, investidores e autoridades norte-americanas e brasileiras, na abertura do evento que concedeu o prêmio Woodrow Wilson para Serviço Público ao presidente brasileiro.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 Setembro 2009 | 10h29

Antes da premiação, Lula concedeu audiência para Eike Batista e para o presidente da Exxon Mobil, Rex Tillerson, no hotel Waldorf Astoria. "Eu, como brasileiro desta geração, digo com orgulho que o sucesso das minhas empresas não seria possível sem esse Brasil novo", afirmou o empresário, referindo-se à estabilidade econômico-financeira no País.

Batista fez ainda elogios à Petrobras. "Agora, com as descobertas, pela nossa valorosa Petrobras, de petróleo na camada do pré-sal, temos a oportunidade de repor as reservas exauridas de petróleo e criar ainda mais riquezas para o Brasil", disse. No fim de agosto, o governo brasileiro enviou proposta ao Congresso para o novo marco do petróleo para a camada pré-sal. Em viagem a Nova York, este mês, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, enfatizou inúmeras vezes para investidores que as regras continuariam as mesmas para as áreas que já estão sob concessão. Eike Batista também elogiou o presidente Lula. "Tenho certeza de que seu nome já entrou para a galeria de grandes estadistas da nossa historia", afirmou.

Durante o jantar, o empresário não fez comentários sobre seu suposto interesse em participar do bloco de controle da Vale. Rumores de mercado dão sinais de que Batista tem interesse em comprar a fatia da Previ - o fundo de pensão do Banco do Brasil - na Vale, depois de ver frustrada as negociações que teria feito para adquirir a participação da Bradespar, braço de participações em empresas do Bradesco.

Lula está em Nova York para os debates da 64ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecem na quarta-feira, dia 23. Depois, seguirá para Pittsburgh, para a reunião de cúpula do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo).

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