Hélvio Romero / Estadão
Hélvio Romero / Estadão

Em um ano, é possível economizar R$ 2,8 mil pechinchando em supermercado, diz pesquisa

Levantamento realizado pela Proteste encontrou variação de até 197% no preço de um mesmo produto nos estabelecimentos paulistanos

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 17h15

Uma pesquisa divulgada nesta nesta quinta-feira, 19, pela PROTESTE - Associação de Consumidores - o Guia de Preços de Supermercados tem como objetivo indicar aos consumidores os supermercados mais baratos localizados em 22 cidades distribuídas por 15 estados brasileiros além do Distrito Federal. 

Segundo a pesquisa, na cidade de São Paulo, o consumidor pode economizar, em um ano, até R$ 2.819,47, ou seja, R$234,96 por mês. O estudo baseia-se no custo total para a aquisição de duas cestas definidas de produtos, classificada de acordo com dois perfis de consumo distintos:

Cesta 1 (Produtos Líderes de Venda) - 104 produtos com marcas definidas (líderes de venda) e encontrados nas categorias: bazar, mercearia doce e salgada, higiene e limpeza, carne vermelha, outros perecíveis e hortifrúti; 

Cesta 2 (dos Produtos Mais Baratos) - 90 produtos com as marcas mais baratas encontrados nas categorias: bazar, mercearia doce e salgada, higiene e limpeza, além de perecíveis. Não consideramos carne vermelha para essa cesta.

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"Para não comprometer a confiabilidade dos resultados com alterações no ranking dos estabelecimentos mais baratos, só foram considerados no estudo, os mercados com no mínimo de 45% dos produtos da cesta 1 e 45% dos produtos da cesta 2", informa a PROTESTE, em nota.

Coleta. A escolha dos estabelecimentos visitados foi feita através dos dados do ranking de faturamento do setor de autosserviço disponibilizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), onde figuram as 500 maiores empresas do setor com faturamento de R$338,7 bilhões de reais, em 2016.

Ao todo, foram 1.300 pontos de venda visitados pelos pesquisadores em todo o País. Em São Paulo, 64 estabelecimentos participaram do levantamento, 14 em Campinas e 10 em Guarulhos.

Destaque. De acordo com os resultados da pesquisa, o consumidor de São Paulo que optar por comprar produtos das marcas líderes de venda, poderá economizar até R$ 2.392,80 em um ano, se escolher fazer suas compras no Atacadão da Estrada do Pêssego, 100m no bairro Colônia, ao invés do mercado Joy na Av. Lins de Vasconcelos, 3329. no Jardim Vila Mariana.

Já para a Cesta 2, itens mais baratos do mercado, a economia chega a R$ 2.819,47 se o consumidor fizer suas compras no supermercado Assaí da Rua Manilha, 42, na Vila Carrão, ao invés do mercado VIP, na Rua Monte Serrat, 1520, no bairro do Tatuapé.

Além das diferenças de preços encontradas de acordo com cada cesta, a pesquisa também identificou exemplos de variações de preços entre produtos vendidos em uma mesma cidade. Isso, segundo o Proteste, reforça a ideia da necessidade de pesquisar antes de ir às compras.

A coleta de dados para o guia anual, que está em sua 12º edição, foi feita por colaboradores da PROTESTE e empresas juniores em abril deste ano.

Brasil. Na edição de 2017, a associação observou uma estabilidade maior nos preços, diferente de anos anteriores quando a variação ultrapassou 20%. 

"O maior aumento de preços da cesta de líderes de venda ocorreu no Ceará, onde essa cesta ficou 7% mais cara em relação a 2016, enquanto que no Rio Grande do Sul a mesma cesta ficou 7,9% mais barata", destacou a PROTESTE.

Já na cesta de produtos mais baratos, Pernambuco aparece como o estado com a maior alta na cesta, com elevação de 13,7% ante 2016. No Maranhão, a mesma cesta ficou 18,3% mais barata.

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