Emprego formal cresce 0,45%; ministro nega manipulação

O número de empregos formais cresceu 0,45% em outubro na comparação com setembro, segundo os dados divulgados hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram criados 118.175 postos de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, o aumento do emprego se deve ao desempenho do mercado interno, associado ao crescimento do consumo nos meses de final de ano, além do crescimento do setor sucroalcoleiro no Nordeste. O resultado é menor do que o observado em outubro de 2004, quando foram criados 130.159 empregos com carteira assinada. No acumulado do ano, foram abertas 1.526.869 vagas, o que representa um aumento de 6,2%. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, rebateu as afirmações da oposição de que o governo estaria manipulando os dados do Caged, que apontam a criação de 8.302 empregos líquidos por mês durante o governo Fernando Henrique Cardoso, contra uma média de 108.693 novos empregos na gestão de Lula. Segundo ele, nos oito anos do governo FHC, a arrecadação líquida (arrecadação menos saques) do FGTS foi de R$ 9,021 bilhões, já corrigida pela inflação, enquanto de janeiro de 2003 a agosto de 2005, no governo Lula, a arrecadação foi de R$ 15,175 bilhões. "Se os dados são falsos, eu quero que a oposição me explique como é que pode ter ocorrido uma arrecadação dessas", disse. Estimativa O ministro do Trabalho estimou que deva ser criado este ano 1,250 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. Até outubro, já são 1.526.869 novos empregos, mas ele acredita que, em dezembro, devem ser demitidos cerca de 300 mil trabalhadores, o que, segundo ele, é um movimento normal no fim de ano. O ministro acredita que em 2006 haverá uma retomada nas contratações, repetindo o ciclo ocorrido em 2004, ano em que o Caged teve o melhor resultado. Marinho argumenta que no fim de 2003 foi retomada a queda dos juros, que possibilitou o crescimento de 2004. Segundo ele, no fim de 2005 está se registrando movimento parecido, com retomada dos cortes da Selic quer terão reflexos em 2006. Formais x informais O ministro destacou ainda o aumento da formalidade no emprego provocado pela economia mais estável. Marinho disse que 52% da força de trabalho do País está na formalidade, contra 52% que se encontrava na informalidade até a primeira metade dos anos 90. "Quando a economia entra em paralisia, é normal transitar muito para a informalidade. Mas, num momento como este, com a economia mais sólida, a tendência é fortalecer o trabalho formal", afirmou.

Agencia Estado,

17 Novembro 2005 | 13h19

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