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Empresa alemã se desculpa por vender caneca chinesa com foto de Hitler

Economia & Negócios

11 Abril 2014 | 16h 33

Canecas de café foram vendidas a R$ 6 e estão sendo recompradas por R$ 59 para serem destruídas

SÃO PAULO - Uma rede de lojas alemãs vendeu cerca de 200 xícaras de café ostentando uma imagem esmaecida de Hitler em meio aos desenhos da peça.

As xícaras eram parte de um lote de 5 mil encomendadas à China. A rede varejista pediu desculpas e disse que se tratou de um erro. Agora a loja recomprando por US$ 27  cada xícara, vendida por US$ 2,70.

O restante não vendido do lote foi destruído pela loja que fica na cidade de Mainz,no oeste da Alemanha.

"Nossa equipe ficou arrasada com este erro lamentável", desculpou-se Christian Zurbrueggen, sócio da cadeia de lojas Zurbrueggen, em entrevista à rede NBC News.

"Estamos em contato com o fabricante até para evitar que ele continue distribuindo esses copos desagradáveis", acrescentou.

A Zurbrueggen é uma das principais lojas da região. Os copos de estilo vintage mostram um selo preto e branco desbotado do Terceiro Reich com a figura de Hitler e uma suástica.

Embutido em meio a rosas e escritas em inglês em letra cursiva, a imagem passou despercebida pelos agentes de compra da empresa junto ao fabricante chinês.

Leia também: Suástica já foi usada como logotipo no Brasil

Na semana passada, depois de três ou quatro dias nas prateleiras das lojas, um vendedor reconheceu a imagem de Hitler estampada nos copos.

"Não foi algo intencional e ordenamos a retirada de circulação imediatamente", afirmou o representante da empresa. "Um total de 175 copos foram vendidas, mas felizmente seis canecas já foram devolvidos".

Os restantes 4.825 copos foram destruídas, disse Zurbrueggen , que quer recuperar todos os custos do fornecedor chinês.

Mostrar suásticas e outros símbolos nazistas é ilegal na Alemanha, mas é improvável que o incidente tenha consequências legais.

"A polícia está coletando evidências e encaminhará suas conclusões para o Ministério Público, que irá determinar se há suspeita razoável de um ato deliberado", disse à rede NBC o promotor Christoph Mackel, em Bielefeld.