Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Empresas vendiam óleo como se fosse azeite em São Paulo

Além da falsificação, falhas na linha de produção motivaram interdição das fábricas e suspensão de venda dos produtos

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 18h15

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo interditou cinco fábricas que produziam óleo de soja ou óleo misto como se fosse azeite de oliva virgem ou extra virgem, enganando consumidores. As unidades, localizadas na Grande São Paulo e no litoral sul da capital, também forneciam produtos como azeitonas, palmitos em conserva, molhos e condimentos.

Além da falsificação, a Vigilância Sanitária Estadual também encontrou irregularidades nas linhas de produção, como equipamentos inadequados para assegurar a qualidade dos produtos e ausência de mecanismos de rastreabilidade.

As marcas de azeite Torre de Quintela, Malaguenza, Olivenza, Oliveira D'ouro, Estrela da Beira e Coliseu, todas fabricadas pela Olivenza Indústria de Alimentos, localizada em Mongaguá, foram suspensas. A unidade está interditada.

A fraude só foi descoberta após uma série de denúncias recebidas pela Vigilância Sanitária. 

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Outras cinco fábricas foram inspecionadas pelo órgão: Natural Óleos Vegetais e Alimentos, Olima Indústria de Alimentos, Paladar Importação Comércio e Representação de Produtos Alimentícios, La Famiglia Alimentos e uper Via Distribuidora de Alimentos e Transportes.

Os estabelecimentos também importavam azeite de oliva virgem do tipo lampante, que é impróprio para consumo por conta da baixa qualidade. Não havia nenhuma prova de que era feito o refino do produto antes da comercialização, conforme a lei. Além disso, em alguns casos, a purificação era feita em indústrias não licenciadas pela Vigilância. 

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Agora, outros nove estabelecimentos produtores de azeite no Estado de São Paulo serão vistoriados. Técnicos do órgão também farão verificações em supermercados para garantir que os produtos das prateleiras estão de acordo com as especificações indicadas nos rótulos.

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