Enron: Aneel intervém se houver prejuízos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), só vai se manifestar sobre o pedido de falência da empresa americana de energia Enron caso ela resulte em algum tipo de prejuízo aos consumidores brasileiros. A multinacional tem participação na distribuidora de energia Elektro, que abastece municípios no Estado de São Paulo, na Companhia Estadual de Gás (CEG), no Rio de Janeiro, e está construindo, com outras empresas, a termoelétrica de Cuiabá, em Mato Grosso. A Assessoria de Imprensa da Aneel informou ontem que, por enquanto, a agência vai apenas acompanhar os acontecimentos envolvendo a empresa. Pela legislação, disse a assessoria, o órgão regulador não tem competência para tomar medidas preventivas no caso de problemas internos de uma concessionária. É preciso primeiro que ocorra "um fato concreto", como problemas no abastecimento ou na qualidade dos serviços prestados. Elektro A Elektro Eletricidade e Serviços e suas acionistas Enron Investimentos Energéticos Ltda., Empresa Paranaense Comercializadora Ltda. (EPC) e Energia Total do Brasil Ltda. (ETB) informaram hoje que não integram a ação judicial relativa ao pedido de concordata da Enron Corp. e algumas de suas afiliadas, no último dia 2. Segundo comunicado publicado nos jornais, o processo foi protocolado na Vara de Falências e Concordatas da Circunscrição Sudeste de Nova York, nos Estados Unidos. O aviso diz ainda que a Elektro "permanece cumprindo o disposto em seu contrato de concessão e, neste data, reafirma seu compromisso perante seus clientes, fornecedores, contratados e parceiros. Demissões e concordata Ontem, a Enron Corporation começou um processo de demissão de 4 mil funcionários, dentro dos seus esforços para cortar custos e manter-se em operação. Os cortes foram anunciados um dia depois de a Enron, que se tornou líder mundial no mercado de energia por inovar na forma de comercializar eletricidade e gás natural, registrou o seu pedido de concordata, considerado o maior da história americana. O fato ocorreu depois de uma pequena concorrente, a Dynegy Inc., desistir de adquirir a companhia em crise.

Agencia Estado,

04 Dezembro 2001 | 10h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.